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Presidencial
Sábado, 29 de abril de 2006, 19h59  Atualizada às 08h07
PT aprova alianças amplas para vencer no 1º turno
 
Vagner Magalhães
Direto de São Paulo
 
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O 13º Encontro Nacional do PT aprovou ontem uma emenda que autoriza o partido a fechar alianças eleitorais amplas, mesmo com os partidos envolvidos no escândalo do mensalão, como o PTB, o PL e o PP. O principal objetivo do partido é uma união com o PMDB, que facilitaria a vitória de Lula já no primeiro turno das eleições.

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Para conseguir que o plenário desse sinal verde para coligações fora das fronteiras da esquerda no palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, o antigo Campo Majoritário teve de ceder: nos Estados onde houver impasse, as alianças terão de passar pelo crivo do Diretório Nacional. Na tentativa de atrair o PMDB e costurar uma rede de apoio ao presidente em vários Estados, o PT pode sacrificar candidaturas em locais onde suas chances de vitórias são baixas, como Santa Catarina, Goiás e Paraíba.

Campanha
O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Ricardo Berzoini, afirmou neste sábado que a coordenação da campanha presidencial para as eleições de outubro não será uma coordenação petista, pois contará com a participação dos partidos aliados desde o início. Segundo ele, essa cooperação também se dará dentro do governo, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja reeleito.

Ao fim do segundo dia do 13º Encontro Nacional do PT, Berzoini afirmou que a sua eleição como coordenador demonstra a confiança que o partido possui nele, já que ele está na presidência da legenda há apenas sete meses. "Essa é uma demonstração de unidade e do esquema democrático que o PT vive hoje", disse.

Ainda sobre ter sido eleito como coordenador, Berzoini afirmou que, além ter preferência no voto dos delegado do partido presentes ao Encontro Nacional, também teve a aprovação do presidente Lula.

Sobre uma posssível aliança com PMDB para o primeiro turno, Berzoini disse que "vamos esperar a convenção (do PMDB), pois é prudente e educado". "Estamos conversando com lideranças já há muito tempo e todo sabem a nossa opinião. Queremos o PMDB como um parceiro forte, mas se o partido tiver um candidato próprio, vamos respeitar", afirmou.

Segundo Berzoini, a participação dos partidos aliados será muito importante para a coordenação da campanha do PT. Ele citou ainda que é conveniente atrair pessoas com representatividade nas regiões.

Berzoini tem agora a missão de apresentar um proposta de coordenação já com a equipe que trabalhará na campanha. Segundo ele, ainda não há prazo definido, mas será "o mais rápido possível".
 

Redação Terra