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O Partidos dos Trabalhadores (PT) aprovou, neste sábado, uma política de alianças que permitirá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva negociar o apoio de diversos partidos nos palanques estaduais. A moção, aprovada pela ampla maioria dos 1,2 mil delegados presentes ao encontro, veta somente alianças estaduais com o PSDB e PFL, e faz restrições ao PPS.
O presidente do PT, Ricardo Berzoini, explicou que a decisão libera as negociações nos Estados e disse que os casos polêmicos serão decididos em recursos ao Diretório Nacional do partido. "As alianças estaduais devem levar em conta a necessidade da conjuntura que, no momento, recomenda a ampliação da nossa base de apoio", disse.
Berzoini também foi nomeado o coordenador geral da campanha do PT. "A política aprovada pelo Encontro deve provocar uma reabertura de negociações entre o PT e as direções estaduais do PMDB em Santa Catarina, no Paraná e em São Paulo", calculou um dirigente do partido muito próximo de Lula. Lula, segundo interlocutores, quer que seu partido faça acordos nesses três Estados cedendo posições ao PMDB local. A política aprovada no Encontro não deve alterar a tendência de Lula a coligar-se nacionalmente apenas com o PCdoB, PSB e o pequeno PRB, do vice José Alencar.
Lula espera receber o apoio informal de setores importantes do PMDB, já calculando que esse partido não deve lançar candidato próprio à Presidência da República. Esta conformação deve fazer com que o presidente Lula tenha mais de um palanque em alguns Estados para recolher o apoio de adversários locais. "O palanque nacional para a reeleição independe de coligações formais nos Estados", disse Berzoini.
O apoio à candidatura do Lula, em regra, é mais ampla do que o apoio aos candidatos locais do PT, onde eles existem. Berzoini disse que a restrição feita pelo PT às alianças que incluam o PPS devem-se "ao comportamento recente que este partido vem adotando em relação ao nosso governo". O PPS apóia a abertura de um processo de impeachment contra o presidente Lula.
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