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Segunda, 30 de outubro de 2006, 22h49 
Stédile diz que reeleição é "extremamente positiva"
 
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O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, qualificou hoje de "extremamente positiva" a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Lula não somente ganhou com 61% dos votos mas também o candidato da direita (Geraldo Alckmin, do PSDB) teve menos votos que no primeiro turno", disse Stédile por telefone à televisão estatal cubana.

"O segundo turno foi muito importante, porque permitiu que fossem feitos debates sobre idéias que interessam às distintas classes em nosso país", afirmou.

Stédile considerou que a sociedade brasileira "é muito complexa, pois há muitos interesses envolvidos e as mudanças não dependem só da vontade do presidente ou de um partido, mas da correlação de forças, de como se movimentam as classes sociais e as lutas".

O dirigente do MST lamentou que há 15 anos o Brasil viva "um refluxo do movimento de massas", o que considerou que "tira a força do povo para a reforma agrária e outras mudanças necessárias".

"Mas achamos que agora, no segundo mandato de Lula, como já não há a questão eleitoral em jogo, temos esperanças de que o povo tenha energia para conseguir se mobilizar mais para enfrentar os graves problemas que temos", ressaltou.

Entre os principais problemas do Brasil, Stédile citou o desemprego, a pobreza e o baixo nível de preparação da juventude. O líder do MST ressaltou que apenas 8% dos jovens em idade universitária conseguem ingressar nestes centros.

"Esperamos também que no campo, no segundo mandato, tenhamos mais condições de acumular forças e avançar com mobilizações de massas para enfrentar o latifúndio, as trasnacionais que tentam controlar nossa agricultura", afirmou.

"Na realidade, o povo votou contra o neoliberalismo, mas nem o Governo Lula nem o PT reuniram forças suficiente para derrotá-lo. Só reuniremos estas forças se o povo se organizar, se mobilizar e lutar, e é nisso que vamos colocar nossas energias para o próximo período", ressaltou.
 

EFE

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