| Redação Terra |
 Lula concedeu uma série de entrevistas no primeiro dia após a reeleição |
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito ontem para mais quatro anos de mandato, afirmou na noite desta segunda-feira que não vai alterar a política econômica e que Guido Mantega fica à frente do Ministério da Fazenda. Ele disse também que participa de todas as decisões referentes à economia, independente de quem seja o ministro. Lula fez as declarações durante uma série de quatro entrevistas concedidas a quatro emissoras de TV: Record, Band, Globo e SBT, numa clara demonstração de que pretende cumprir a promessa feita ontem de melhorar o relacionamento com a imprensa.
» Confira a entrevista de Lula ao SBT
» Confira a entrevista de Lula à Globo
» Confira a entrevista de Lula à Band
» Meta de inflação será mantida, diz Lula à Record 
Na primeira entrevista da noite, para o Jornal da Record, o presidente afirmou que, além de manter Mantega, não vai permitir a volta do seu antigo braço-direito no governo, o ex-ministro José Dirceu. Lula foi taxativo: "Dirceu é um homem cassado politicamente". O presidente destacou que vai se dedicar nos próximos quatro anos ao projeto de crescimento e desenvolvimento do Brasil.
Band Na segunda entrevista da noite, para o Jornal da
Band, Lula negou que o PT tenha prejudicado sua campanha. Segundo ele, o partido "ajudou demais", embora "alguns companheiros tenham metido os pés pelas mãos".
Globo Na terceira entrevista da noite, para o Jornal Nacional, o presidente afirmou que a política econômica não é uma responsabilidade dos ministros, e sim do governo. Ele se referiu à afirmação do ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, de que a "Era Palocci" teria chegado ao fim. Lula reafirmou que a economia vai crescer nos próximos quatro anos, que vai manter a "seriedade" na política fiscal, e que a inflação será mantida sob controle.
SBT Na quarta e última entrevista da noite, para o Jornal do SBT, Lula criticou a postura adotada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) de dificultar o diálogo entre oposição e governo. Ele afirmou que FHC age "como se fosse um jovem estudante de 19 anos contra tudo e contra todos". Lula disse que, como ex-presidente, Fernando Henrique deveria passar tranqüilidade à sociedade. O presidente ironizou: disse que FHC nunca o chamou para "tomar um cafezinho", mas que não tem mágoa das pessoas e que, se o tucano não quiser café, pode oferecer outras coisas.
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