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Segunda, 30 de outubro de 2006, 22h22 
Contrapartida de apoio de Maggi a Lula prevê cargos federais
 
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A contrapartida do apoio do governador reeleito de Mato Grosso, Blairo Maggi, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também reeleito, prevê a indicação de cargos federais do grupo político matogrossense em áreas de infra-estrutura.

Esta indicação foi feita pelo governador na segunda-feira em entrevista coletiva a jornalistas. A costura política, calculou o governador, é necessária para se ter "pessoas nos cargos que tenham a mesma linha de pensamento do governo de Mato Grosso".

Para argumentar as futuras indicações, ele reclamou da falta de sintonia entre políticas públicas dos governos federal e local. "Enquanto o governo do Estado trabalha para ter a regularização das propriedades rurais, o Incra faz o contrário", contou.

As funções pleiteadas incluem uma diretoria da Eletronorte; do Departamento Nacional de Infra-estrutura Terrestre (DNIT), ligado ao Ministério dos Transportes; presidência ou diretoria da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), empresa pública do Ministério da Agricultura; cargos na Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

"Estamos olhando quais órgãos em Brasília afetam mais nossa vida", justificou.

Maggi disse que seu grupo e partidos aliados tentam ter influência também em cargos dessas estruturas em unidades no Estado de Mato Grosso.

Maggi citou que, às vezes, o governo estadual tem uma unidade administrativa e a União outra estrutura equivalente. Isso provoca conflito de ação. A relação entre as duas instâncias de poder, diz, deve ser de "rapidez, confiança, com as coisas mais rápidas do que acontecem".

O governador de Mato Grosso disse não estar interessado em indicar ou ser ministro, pois "o segundo escalão do governo federal é o que faz, decide" e que, ministro, é cargo mais político, de representação.

Ele disse que permanece no PPS e que o presidente da legenda, deputado Roberto Freire (PPS-PE) "vai ter que achar motivo" para expulsá-lo da sigla.

"A expulsão, se for esse caminho, vai demorar mais de um ano. Qual o motivo? O PPS não fez discussão de apoio no segundo turno. Fez orientação, deixou em aberto", disse sobre a queda de braço com Freire devido a seu apoio a Lula, enquanto a direção da legenda apoiou Geraldo Alckmin (PSDB).

Maggi disse que teve peso na decisão de voto do eleitorado seu apoio no segundo.

A vantagem de 54,8 por cento de Alckmin contra 38,6 por cento de Lula dos votos válidos do primeiro turno foi transformada em cerca de 9 mil votos na etapa decisiva em um colégio eleitoral de cerca de 2 milhões de eleitores. Ou 50,3 por cento ao tucano e 49,7 por cento ao petista.

O apoio de Maggi e aliados a Lula fez também ministros fazerem romaria a Mato Grosso para anunciar investimentos em estradas, energia e habitação.

SETOR AGRÍCOLA

Maggi também disse aguardar para esta terça-feira o desfecho do acordo do endividamento de produtores agrícolas com o setor privado. Uma reunião no Ministério da Fazenda, às 14h, deve definir fundo de aval para espécie de seguro de dívidas agrícolas.

Participam da reunião representantes de ''trading'', de empresas agroquímicas e de agricultores. Os recursos, da ordem de 4 a 5 bilhões de reais, viriam do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT).

Embora haja solução para as dívidas dos produtores, Maggi anunciou que para 2007 já se prevê novo "embate do endividamento agrícola porque foi prorrogada parcela da dívida e está vencendo outra; e o setor não conseguiu gerar renda".

O governador reiterou que a política macroeconômica do governo federal gerou redução de receita no campo. "Não tiro essa crítica, mas também o governo passado teve crise, maior que essa", contemporizou.
 

Reuters

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