| Redação Terra |
 Lula concedeu uma série de entrevistas no primeiro dia após a reeleição |
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito ontem para mais quatro anos de mandato, criticou na noite desta segunda-feira a postura adotada hoje pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) de dificultar o diálogo entre oposição e governo. Lula fez a declaração ao Jornal do SBT, na quarta e última de uma série de entrevistas a emissoras de TV.
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Ele afirmou que FHC age "como se fosse um jovem estudantes de 19 anos contra tudo e contra todos". Lula disse que, como ex-presidente, Fernando Henrique deveria passar tranqüilidade à sociedade, como faz José Sarney. O presidente ironizou: disse que FHC nunca o chamou para "tomar um cafezinho", mas que não tem mágoa das pessoas e que, se o tucano não quiser café, pode oferecer outras coisas.
Sobre o que mudou em relação a sua primeira eleição, em 2002, o presidente disse que está mais experiente e preparado para o segundo mandato.
Questionado sobre a ênfase que dará à classe baixa nos próximos quatro anos, Lula disse que há partes da sociedade, como banqueiros e classes altas, que "não precisam de governo" e que há camadas que precisam mais de ajuda.
O presidente voltou a afirmar que vai cobrar o Congresso para aprovar os projetos necessários e que terá uma relação mais direta com o Legislativo. "Vou tentar interferir pessoalmente nas discussões", declarou.
Sobre o seu partido, Lula afirmou que ele e a direção concordam que o PT precisa mudar. Ele atribuiu os erros cometidos a pessoas e não à instituição política.
O presidente voltou a afirmou que vai manter a economia e negou possíveis cortes na máquina pública. Segundo ele, não há onde cortar: "num País que tem problema de desemprego, você não pode cortar funcionário público".
A série de entrevistas comprova a disposição do presidente, anunciada ontem durante seu primeiro pronunciamento após a reeleição, de melhorara o relacionamento com a imprensa. Lula já falou hoje às TV¿s Record, Bandeirantes e Globo.
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