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O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (sem partido), afirmou nesta segunda-feira que seu estado "precisa ter uma relação de rapidez e confiança com a União, para que as coisas possam acontecer de forma mais favorável". Maggi, um dos maiores produtores rurais do Brasil, defendeu a melhora dos serviços de alguns órgãos federais, entre eles o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), a Eletronorte, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Segundo ele, essas instituições "têm grande importância para o Estado, e são muito mais importantes em futuras conversas com o governo, do que cargos de ministro". Por esses motivos, o governador sinalizou que irá discutir a nomeação de cargos que sejam de interesse do Estado que governa. "Mato Grosso depende de projetos estruturantes. Obras que, uma vez concretizadas, vão alavancar grande produção e propiciar diminuição de custos para o estado". Entre elas, menciona a ferrovia que liga Rondonópolis a Cuiabá. Na avaliação do governador, a participação de Mato Grosso no governo "poderia ser uma forma de ajudar a limpar o entulho da legislação para que as coisas comecem a andar". O assunto, segundo ele, será objeto de conversas com o governo. Entre os problemas que o governador cita como dificultadores do desenvolvimento de seu estado estão os ambientais. Especificamente, cita o caso da rodovia entre o leste e o oeste do Estado, que pode encurtar o caminho de Rondônia com o norte do Mato Grosso. O trajeto da rodovia atravessa uma reserva indígena.
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