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O presidente em exercício do PT, Marco Aurélio Garcia, disse nesta segunda-feira que vai propor ao partido a formação de frentes políticas estáveis com outras legendas de esquerda e de centro. O modelo, segundo o petista, poderia ser adotado para a base de sustentação do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Reeleito pela coligação PT-PCdoB-PRB, Lula quer apoio do PMDB, PSB, PL, PP, PDT e PTB. "Acho que devemos construir um modo mais sólido de aliança com os partidos com os quais temos afinidade", disse Garcia a jornalistas, ressalvando que, por enquanto, a proposta tem caráter pessoal. O dirigente petista citou como exemplos de sua proposta a Frente Ampla, que reúne partidos de esquerda no poder no Uruguai, e a Concertação, um acordo entre o Partido Socialista e a Democracia Cristã, no Chile. A Executiva Nacional do PT reúne-se na terça-feira em Brasília para fazer um balanço das eleições. O diretório nacional do partido deve reunir-se em novembro, quando a tese da frente partidária pode ser debatida. "A aliança que tivemos com outras forças no processo de reeleição do presidente Lula pode evoluir para um mecanismo mais duradouro", acrescentou Garcia, que foi coordenador-geral da campanha de Lula. No Brasil, segundo Garcia, os partidos de esquerda poderiam se organizar em uma frente própria e, esta frente integrar outra, mais ampla, com PMDB e outros partidos do centro, num modelo que ele chamou de "geometria variável".
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