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A Polícia Federal de Mato Grosso declarou nesta segunda-feira que, dos US$ 248,8 mil apreendidos no dia 15 de setembro para a compra do dossiê contra tucanos, US$ 109,9 mil vieram da casa de câmbio e turismo Vicatur. A PF acredita ainda que possam existam mais "laranjas" utilizados pela empresa, como também o dinheiro em notas de dólares possa ter vindo de outras três casas de câmbio investigadas - Centaurus (SC), Diskline (SP) e Travel (SP), integrando assim U$ 139,00 mil que restam ser identificados.
Na diligência realizada na semana passada aos Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais pelo delegado responsável das investigações, Diogenes Curado, foram localizados os "laranjas" dos UU$ 109,900, no qual os valores foram divididos em dois montantes seriados. Ao todo, a Polícia conseguiu rastrear 11 possíveis "laranjas" identificados na Vicatur, a partir das fichas de preenchimento de compra dos dólares que continha os nomes.
Depoimento
Luiz Armando Silvestre Ramos, o "falso laranja" que depôs no caso do dossiê se fazendo passar por Agnaldo Henrique Delino, continua desaparecido, de acordo com a PF. No entanto, a Polícia informou ter pistas onde ele pode estar escondido. O pedido de prisão foi decretado e somente poderá ser cumprido na quarta-feira (momento que encerra o período eleitoral).
Ramos havia declarado em entrevista à televisão e no depoimento à Polícia ter cedido sua conta bancária para as transferências em prol do dossiê, transportado parte do dinheiro e entregando ao ex-coordenador da campanha de Aloizio Mercandante (PT), Hamilton Lacerda.
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