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Segunda, 30 de outubro de 2006, 18h10 
PMDB precisa ter maior participação no governo, diz Renan
 
Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
 
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Após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defendeu nesta segunda-feira que o partido tenha mais participação na definição de políticas públicas do governo e não no preenchimento de cargos. Para ele, o essencial é que a participação da legenda seja medida pela formalização e não pela ocupação de ministérios.

Renan também defendeu a mudança de alguns erros cometidos durante o primeiro mandato do presidente Lula. Para ele, a coalizão, por exemplo, precisa ser feita na prática e não apenas no papel.

O presidente do Senado explicou que, em sua opinião, a coalizão pode ser feita em duas frentes - uma em torno do preenchimento de cargos - a chamada coalizão de gabinete - e a outra chamada de coalizão parlamentar, em torno de questões de interesse do País. O PMDB, segundo Renan, fica com a segunda opção.

Sobre a governabilidade, o peemedebista defende um movimento de aproximação das diferentes correntes da legenda, com o intuito de ajudar o governo petista. "Este é um momento de ciscar para dentro, unir o partido para ter um papel concreto na estratégia da governabilidade", disse.

Projeto próprio de poder
Na sua primeira entrevista coletiva após a reeleição de Lula, o presidente do Senado também fez questão de lembrar que o PMDB não abandonará a idéia de um projeto próprio de poder.

"O grande desafio do PMDB é ter um candidato próprio a Presidência da República", disse. Renan lembrou, no entanto, que este é um projeto para o longo prazo, que tem que feito devagar e após um fortalecimento ainda maior da legenda.
 

Redação Terra