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O governador eleito de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), anunciou hoje que criará novas secretarias, como a da Cultura e a da Mulher, mas que não pretende mexer muito na estrutura da máquina, quando assumir o cargo, no dia 1° de janeiro. "Em princípio não queremos fazer grandes mudanças na estrutura administrativa. O que nos anima é a mudança no conteúdo do governo. Mas vamos criar a Secretaria de Cultura, que é fundamental para a cena cultural tão forte que nós temos, e também verei a questão da Secretaria das Mulheres. É um tributo a nossas guerreiras e heroínas anônimas, que precisam de um governador que enxergue o papel da mulher na sociedade", afirmou, em entrevista à Rádio Folha 96.7 FM.
O critério de escolha da equipe de transição, segundo o socialista, foi a experiência dos integrantes na administração pública. "Eles participaram da construção do programa de governo e possuem experiência administrativa", afirmou Campos. A equipe de transição do governo Eduardo Campos será liderada pelo vice-governador eleito João Lyra Neto (PDT). Os outros três integrantes são o coordenador-geral da campanha, o vereador Danilo Cabral, o coordenador jurídico da campanha, o advogado Israel Nóbrega, e o coordenador do processo de elaboração do programa de governo, o economista Aristides Monteiro.
Questionado sobre o que o seu avô Miguel Arraes, ex-governador de Pernambuco, falecido ano passado, lhe diria após a vitória nas urnas, Eduardo Campos assegurou que Arraes exigiria ética e transparência do governador eleito. "Que eu me mantivesse coerente com tudo aquilo que eu falei durante a campanha. Honrar o voto do povo pernambucano, trabalhar de maneira integral para realizar mudanças no cotidiano do nosso povo e se colocar à frente do Governo de maneira democrática e aberta ao povo pernambucano", concluiu.
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