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Pará
Segunda, 30 de outubro de 2006, 07h25  Atualizada às 07h41
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Com 48 anos, formada em arquitetura e bancária concursada, a senadora Ana Júlia Carepa, do PT, será a primeira mulher a governar o Pará. Em 2000, foi a vereadora mais bem votada da história do Estado e em 2002 tornou-se a primeira senadora eleita pelos paraenses.

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Em 2004, foi derrotada na disputa pela prefeitura de Belém. Nestas eleições, perdeu em primeiro turno para o candidato tucano Almir Gabriel. Conseguiu virar o placar no segundo turno, com o apoio formal do PMDB, e pôs fim à hegemonia do PSDB, que há 12 anos governa o Pará. 

Às 20h desse domingo, com cerca de 80% dos votos apurados no estado do Pará e vantagem irreversível sobre o adversário do PSDB, Ana Júlia deu sua primeira entrevista coletiva como governadora eleita.  "Acho que foi um projeto político que venceu, um projeto diferente do que estava administrando o Pará e semelhante ao projeto que venceu no Brasil há quatro anos e agora", avaliou.

Ana Júlia disse que não quer  entrar para a história apenas como a primeira mulher governadora do estado. Prometeu fazer estradas, hospitais, escolas, educação de qualidade. "Mas a minha maior obra será melhorar a qualidade da vida do povo do Pará", acrescentou.

A nova governadora reafirmou suas principais promessas de campanha: "Colocamos sempre, como compromisso, mais segurança, chegar com a saúde mais próximo do povo e ter educação de qualidade", disse. Ela garantiu que já no primeiro ano de governo abrirá concurso público para essas três áreas. Também logo no começo do governo, pretende instituir a bolsa-trabalho, um programa que combinará capacitação profissional com ajuda financeira, voltado prioritariamente para jovens, mulheres e trabalhadores rurais que respeitem o meio ambiente.

Mudar o modelo econômico do Estado, que responde por quase 15% do território nacional, é outra prioridade da governadora eleita.  "Mudar para que possamos agregar valor aos nossos produtos minerais, naturais, florestais. Não é possível mais que sejamos apenas exportadores de matéria-prima", afirmou, lembrando que o Estado é responsável por 10% da balança comercial brasileira, o 11° estado no PIB e o 21° na renda média.

"Essa distorção tem que mudar, o povo tem que ter acesso a essa riqueza" destacou Ana Júlia. "Precisamos agregar valor àquilo que é nossa maior riqueza para distribuir renda e gerar empregos. Isso vai vir com formação profissional e tecnologia. Só assim nós podemos mudar a base produtiva do estado do Pará".  

Para garantir a governabilidade, Ana Júlia se propõe a dialogar até mesmo com partidos de oposição. O  adversário Almir Gabriel, do PSDB, concorreu por uma coligação formada por nada menos do que 14 partidos (coligação União pelo Pará, PP-PTB-PSC-PL-PFL-PAN-PRTB-PHS-PMN-PTC-PV-PSDB-PRONA-PT do B). Também recebeu apoio formal do PPS e do PDT. "O meu objetivo é governar para o Pará, então vou dialogar com todo mundo", garantiu.

A candidata eleita do PT revelou que ainda nesta semana deve compor uma equipe para iniciar a transição com o atual governo, do peessedebista Simão Jatene. "Espero que seja tranqüilo, pois estamos numa democracia. Espero que agora o adversário que está no governo esqueça o momento eleitoral", afirmou. Com relação à formação do novo governo, disse que será definida mais para frente, mas antecipou que pretende administar o estado de forma descentralizada e percorrer todas as regiões do Pará. "Não é apenas chegar de manhã e sair de tarde. É realmente conhecer de perto os problemas para dar as soluções e governar de forma equilibrada com o orçamento, em parceria com o presidente Lula".
 

Agência Brasil