|
|
 |
Busca |
|
Faça sua pesquisa na Internet:
|
 |
|
Com 48 anos, formada em arquitetura e bancária concursada, a
senadora Ana Júlia Carepa, do PT, será a primeira mulher a governar o Pará. Em 2000, foi a vereadora mais bem votada da história do Estado e em 2002 tornou-se a primeira senadora eleita pelos paraenses.
» Ana Júlia vira e é eleita governadora do Pará
Em 2004, foi derrotada na disputa pela prefeitura de Belém. Nestas eleições, perdeu em primeiro turno para o candidato tucano Almir Gabriel. Conseguiu virar o placar no segundo turno, com o apoio formal do PMDB, e pôs fim à hegemonia do PSDB, que há 12 anos governa o Pará.
Às 20h desse domingo, com cerca de 80% dos votos apurados no estado do Pará e vantagem irreversível sobre o adversário do PSDB, Ana Júlia deu sua primeira entrevista coletiva como governadora eleita. "Acho que foi um projeto político que venceu, um projeto diferente do que estava administrando o Pará e semelhante ao projeto que venceu no
Brasil há quatro anos e agora", avaliou.
Ana Júlia disse que não quer entrar para a história apenas
como a primeira mulher governadora do estado. Prometeu fazer estradas, hospitais, escolas, educação de qualidade. "Mas a minha maior obra será melhorar a qualidade da vida do povo do Pará", acrescentou.
A nova governadora reafirmou suas principais
promessas de campanha: "Colocamos sempre, como compromisso, mais segurança,
chegar com a saúde mais próximo do povo e ter educação de qualidade", disse. Ela
garantiu que já no primeiro ano de governo abrirá concurso público para essas
três áreas. Também logo no começo do governo, pretende instituir a
bolsa-trabalho, um programa que combinará capacitação profissional com ajuda
financeira, voltado prioritariamente para jovens, mulheres e trabalhadores
rurais que respeitem o meio ambiente.
Mudar o modelo econômico do Estado, que responde por quase 15% do território nacional, é outra prioridade da governadora eleita. "Mudar para que possamos agregar valor aos nossos produtos minerais, naturais, florestais. Não é possível mais que sejamos apenas exportadores de matéria-prima", afirmou, lembrando que o Estado é responsável por 10% da balança comercial brasileira, o 11° estado no PIB e o 21° na renda média.
"Essa distorção tem que mudar, o povo tem que ter acesso a essa riqueza" destacou Ana Júlia. "Precisamos agregar valor àquilo que é nossa
maior riqueza para distribuir renda e gerar empregos. Isso vai vir com formação
profissional e tecnologia. Só assim nós podemos mudar a base produtiva do
estado do Pará".
Para garantir a governabilidade, Ana Júlia se propõe a
dialogar até mesmo com partidos de oposição. O
adversário Almir Gabriel, do PSDB, concorreu por uma coligação formada
por nada menos do que 14 partidos (coligação União pelo Pará,
PP-PTB-PSC-PL-PFL-PAN-PRTB-PHS-PMN-PTC-PV-PSDB-PRONA-PT do B). Também recebeu
apoio formal do PPS e do PDT. "O meu objetivo é governar para o Pará, então vou
dialogar com todo mundo", garantiu.
A candidata eleita do PT revelou que ainda nesta semana deve
compor uma equipe para iniciar a transição com o atual governo, do
peessedebista Simão Jatene. "Espero que seja tranqüilo, pois estamos numa
democracia. Espero que agora o adversário que está no governo esqueça o momento
eleitoral", afirmou. Com relação à formação do novo governo, disse que será
definida mais para frente, mas antecipou que pretende administar o estado de
forma descentralizada e percorrer todas as regiões do Pará. "Não é apenas
chegar de manhã e sair de tarde. É realmente conhecer de perto os problemas
para dar as soluções e governar de forma equilibrada com o orçamento, em
parceria com o presidente Lula".
|