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Os militantes do PSB, do PT e dos demais partidos da Frente Popular de Pernambuco estão reunidos no Marco Zero, bairro do Recife Antigo, Centro da cidade, comemorando a vitória de Eduardo Campos (PSB) na disputa para o Governo de Pernambuco. No evento, além do próprio Eduardo, o prefeito do Recife, João Paulo (PT), e o ex-ministro da Saúde Humberto Costa (PT) discursaram a um público estimado em cinco mil pessoas. A festa promete entrar pela madrugada da segunda-feira com a apresentação de grupos de música popular pernambucana.
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Exaltando a união dos partidos que o apoiaram, Eduardo Campos tratou a eleição como "uma grande responsabilidade" e conclamou a militância para ajudá-lo "em um governo voltado para os que mais precisam". "Agora preciso da ajuda de vocês. Tudo que fizermos é para os que mais precisam, para unir a esquerda e para ajudar o presidente Lula", disse, mirando os líderes de 18 partidos que o apoiaram no segundo turno, presentes no palanque.
Sempre enaltecendo o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em suas palavras, Eduardo também criticou os adversários no Estado e "a direita conservadora no país". "O Nordeste varreu o atraso dos papagaios do neo-liberalismo. Eles tiveram a derrota que fizeram por merecer. A aliança (adversária, União Por Pernambuco, do governador Mendonça Filho ¿ PFL) agora tem que falar quem assume essa derrota acachapante", disparou o socialista, acusando a gestão do senador eleito e ex-governador Jarbas Vasconcelos (1999/2006), sucedida por Mendonça, de "ter feito um governo apenas na propaganda e abandonado o povo durante oito anos".
O ex-ministro Humberto Costa, terceiro colocado no primeiro turno da sucessão estadual, com 25% dos votos válidos, também criticou duramente os aliados do pefelista. "Estou de peito lavado. Quem me agrediu vai para casa com o rabinho entre as pernas", ironizou o petista.
Nos discurso, Eduardo homenageou um dos principais ativistas de sua campanha, o escritor Ariano Suassuna. "Ele (Ariano) representa a figura de Dr. Arraes (o ex-governador Miguel Arraes, morto em agosto de 2005, avô de Eduardo), e do meu pai (o escritor Maximiano Campos, falecido em 1998)", declarou o socialista.
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