| Alcione Ferreira/ Diário de Pernambuco/Futura Press |
 Eduardo Campos elogiou o avô em entrevista coletiva |
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O novo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), eleito com 2.623.297 votos (65,36%), concedeu, na noite deste domingo, a sua primeira entrevista coletiva após o resultado das eleições. O candidato derrotado do PFL, Mendonça Filho, teve 1.390.273 votos, 34,64% dos válidos. Votos brancos foram 111.805, ou 2,39% dos válidos, e nulos 545.749, 11,68% do total. Agradecendo a votação que obteve no Estado, Campos dedicou sua vitória ao avô e ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, falecido em agosto do ano passado, e ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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"Essa vitória é do doutor Arraes e também do meu companheiro Lula", declarou, visivelmente emocionado, segurando a mão da viúva de Arraes, "Dona" Madalena Arraes.
Apesar da homenagem ao avô, Campos preferiu não vincular sua vitória a uma resposta ao ex-governador e senador eleito Jarbas Vasconcelos (PMDB), que derrotou Miguel Arraes nas eleições de 1998. "Se tem uma coisa que não marcou a passagem de Arraes pela Terra foi o sentimento de ódio. Ele sempre nos ensinou a ter a largueza nesses momentos. Se estamos olhando para o futuro, é porque temos história. Essa vitória pertence ao povo Pernambuco", afirmou.
Eduardo Campos disse que sua prioridade, quando assumir o cargo, será não decepcionar as expectativas criadas pelos eleitores e cuidar, sem "pirotecnia", de áreas como educação, saúde, segurança e geração de emprego. "Não vou fugir das questões da segurança, como os outros fugiram, dizendo que o problema era do Governo Federal. Vou demonstrar com números que fizemos o dever de casa. O povo vai acompanhar as contas do Governo, que vai ser aberto, também, aos movimentos sociais".
Afirmando que sua vitória "chamou a atenção do País", o socialista disse que seu êxito nas urnas não seria possível sem o apoio do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva. "O apoio de Lula foi importantíssimo para vencer as eleições", ressaltou.
Para conseguir viabilizar a aprovação de projetos para Pernambuco, o governador reconheceu que terá que contornar o fato dos três senadores do Estado serem de partidos da oposição, mas assegurou que isso não seria um obstáculo.
"Se eles tiverem a mesma posição que eu tive na Câmara, não será tão difícil. Não terei nenhum problema de diálogo com os senadores para o que for necessário para o nosso povo", assinalou.
A fim de evitar especulações a respeito da equipe que irá constituir seu governo, de 2007 a 2010, Eduardo Campos adiantou que os nomes dos secretários da sua gestão serão anunciados em dezembro e que será uma escolha "rápida" e baseada no "perfil das pessoas para cada área". "Não adianta ter um aliado numa secretaria e o povo não estar satisfeito. Meu papel, agora, é ser maestro de um conjunto de biografias que me apoiaram", concluiu.
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