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Domingo, 29 de outubro de 2006, 23h03  Atualizada às 05h28
Lula: vou priorizar reforma política e diálogo
 
Simone Sartori e Vagner Magalhães
Direto de São Paulo
 
Marcelo Pereira/Terra
Lula comemorou a vitória com eleitores na Avenida Paulista
Lula comemorou a vitória com eleitores na Avenida Paulista
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito neste domingo, voltou a agradecer ao povo pela vitória nas urnas. "O Brasil saiu dessa campanha mais unido do que entrou", afirmou o presidente. Ele foi recebido com chuva de papel picado e fogos de artifício por cerca de cinco mil pessoas que comemoravam a reeleição com festa na avenida Paulista. No primeiro discurso como presidente reeleito, Lula garantiu que vai priorizar o diálogo com a oposição e a reforma política, além de prometer promover maior crescimento da economia.

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Com o encerramento da totalização dos votos, Lula conquistou o segundo mandato com 60,83% dos votos válidos, assegurados por mais de 58 milhões de eleitores. Alckmin obteve 39,17%.

"Eu, pessoalmente, irei interferir nessas relações com o Congresso Nacional. O Congresso, historicamente, é uma cabeça pensante com muitas cabeças pensando ao mesmo tempo. Não haverá veto a ninguém. Vou chamar todo mundo para conversar. (...) Vamos discutir, logo no começo do mandato, a reforma política que o Brasil tanto precisa", declarou.

O presidente também prometeu que, no segundo mandato, vai priorizar os mais pobres.

"Os pobres terão preferência no nosso governo. As regiões mais empobrecidas terão do nosso governo uma atenção ainda maior, porque queremos deixar o Brasil mais equânime", disse. Lula afirmou ainda que terá muito mais responsabilidades neste segundo mandato porque não será mais comparado com o governo dos adversários, mas com ele mesmo. "O adversário agora são as injustiças sociais. É todo mundo se juntar para fazer o Brasil crescer".

O presidente disse que seu governo promoveu a inclusão social e que no Palácio do Planalto, onde antes só entravam "príncipes", "ministros" e "governantes", hoje entram "catadores de papel", "mulheres", "negros" e "índios".

Quanto à expectativa de crescimento do País, Lula afirmou que já tinha um prognóstico de alta de 5% da economia em 2007. Segundo o presidente, projetos de infra-estrutura e investimentos da Petrobras vão ajudar a alavancar o Brasil, bem como a ampliação do crédito e dos programas sociais.

"Vai ter mais crédito, vai ter mais renda, o salário mínimo vai voltar a crescer. Nós provamos que quando o povo tem um pouco de dinheiro, o povo começa a comprar, a loja começa a vender e a fábrica começa a produzir", garantiu.

PT
Lula também agradeceu aos "companheiros e companheiras do PT", dizendo que o partido foi construído com o sacrifício de homens e mulheres. Mas não deixou de lembrar os escândalos de corrupção envolvendo integrante do partido: "nós não temos o direito moral e ético de cometer erros daqui para frente. O PT (...) é mais do que um partido, é uma instituição brasileira que precisa ser preservada".


 

Redação Terra