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Domingo, 29 de outubro de 2006, 22h55 
Cabral vence com folga no Rio e defende governo do diálogo
 
Pedro Fonseca
 
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O governador eleito do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), prometeu um governo do diálogo, pouco depois de confirmar, neste domingo, nas urnas uma vitória com quase 70 por cento dos votos sobre a adversária Denise Frossard (PPS).

"A nossa intenção é fazer o governo do diálogo, um governo de relações fraternas, objetivando sempre o bem comum e as ações públicas que beneficiem a nossa população", disse Cabral, que fechou aliança após o primeiro turno com o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva.

"Nós não podemos brincar com a nossa população, que exige que os homens públicos desse Estado tenham maturidade para colocar, em primeiro lugar, os interesses do Rio de Janeiro", afirmou Cabral, em entrevista coletiva, quase duas horas depois de chegar a seu comitê de campanha na Barra da Tijuca.

O peemedebista conquistou 68 por cento dos votos válidos no segundo turno no Estado, enquanto Denise Frossard ficou com 32 por cento. Ela reconheceu a derrota no início da noite e manifestou votos de que o Rio de Janeiro seja conduzido com seriedade.

"Espero que (Cabral) cumpra todas as promessa que fez. O Rio estará atento e vamos insistir que existe uma nova maneira de fazer política, manifestada por 32 por cento da sociedade do Rio de Janeiro", afirmou Frossard, que deu seu apoio ao candidato derrotado à Presidência do PSDB, Geraldo Alckmin, e chegou a declarar que votaria nulo para presidente quando o tucano se aliou ao casal Garotinho, mas voltou atrás.

Cabral, 43 anos, prometeu enxugar o governo e diminuir radicalmente o número de secretarias. Segundo ele, sua primeira meta ao chegar ao Palácio Guanabara é "arrumar a casa".

Segundo o governador eleito, na terça-feira tem reunião prevista com a governadora Rosinha Garotinho pela manhã, quando apresentará sua equipe de transição, e, à tarde, afirmou ter uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito neste domingo.

Na quarta, deve se reunir com o prefeito da capital, Cesar Maia (PFL).

À festa da vitória, no comitê de campanha, foram convidadas 3 mil pessoas, entre elas deputados eleitos, prefeitos e a coordenadora da campanha de Lula no Rio, a ex-governadora Benedita da Silva, e o senador eleito Francisco Dornelles (PP). Ao som da bateria da Mangueira, com chope e salgadinhos, houve até queima de fogos no estacionamento.

ALIANÇA COM LULA

O peemedebista, que votou pela manhã numa escola em Copacabana acompanhado da mulher e de três dos seus cinco filhos —Tiago, 4; José Eduardo, 11; e Marco Antonio, 15— ressaltou a importância de conquistar sintonia entre os governos estadual e federal.

"Tudo que o Estado do Rio de Janeiro está precisando é de um governador que se entenda com o governo federal, com uma agenda propositiva de investimentos para o Estado", afirmou Cabral, de 43 anos. "Diria que tem uma importância capital para o Estado nesses próximos quatro anos."

A aliança com Lula, que esteve no Rio fazendo campanha com Cabral mais de uma vez, foi formalizada logo depois do primeiro turno.

Com o apoio do casal Garotinho, que está no poder fluminense há oito anos e mantém incompatibilidade com o governo Lula, Cabral teve 41,42 por cento dos votos no primeiro turno, contra 23,78 por cento de Denise Frossard, depois de ter uma vantagem bem maior nas pesquisas, que indicavam sua vitória na primeira rodada.

Sobre a possibilidade de participação do casal Garotinho em seu governo, ele respondeu que o seu governo será o governo de Sérgio Cabral. "Eles jamais solicitaram qualquer tipo de cargo", afirmou.

Na capital, os cariocas votaram sem o registro de incidentes graves. O dia começou com uma chuva fina, mas logo o sol acompanhou a presença da população nas urnas. O Rio de Janeiro conta com o terceiro maior colégio eleitoral do país, com cerca de 11 milhões de eleitores.

(Com reportagem adicional de Denise Luna)
 

Reuters

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