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Um misto de alegria e decepção marcou a festa do PT em Porto Alegre. A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a derrota de Olívio Dutra ao governo do Rio Grande do Sul fizeram com que a comemoração, que aconteceu em frente ao comitê municipal do partido, na avenida João Pessoa, ficasse incompleta.
Olívio, o primeiro a discursar, enalteceu os 45% de gaúchos que depositaram confiança na Frente Popular. Disse que foi uma vitória política em função do crescimento de sua campanha ao governo do Estado.
O coordenador da campanha do presidente Lula no RS, o ex-ministro Miguel Rossetto, disse temer o futuro do Rio Grande do Sul. "O projeto de choque fiscal de Yeda Crusius só aprofundará a crise do Estado", afirmou. Ele considerou que o PT saiu de uma posição muito difícil no primeiro turno, com 27% dos votos.
Rossetto destacou que a oposição no primeiro turno pautou o debate com assuntos como o dossiê contra tucanos. "Entramos no segundo turno com uma situação muito difícil, mas tivemos um crescimento extraordinário no segundo turno." Segundo ele, o resultado no RS mostra que o PT continua com uma base social forte entre os gaúchos.
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Henrique Fontana, enfatizou que o segundo mandato do governo Lula será marcado pelo crescimento acelerado, com maior geração de emprego e distribuição de renda. "O primeiro governo serviu para arrumar a casa, por isso tivemos um crescimento moderado, embora acima do registrado em governos anteriores."
A festa do PT começou logo depois do anuncio da vitória de Lula. Cerca de duas mil pessoas passaram pela avenida João Pessoa. Participaram lideranças partidárias, deputados federais e estaduais e vereadores. Em vez dos jingles de campanhas, a marca da comemoração foi a música Vai Passar, de Chico Buarque, repetida inúmeras vezes. A festa terminou cedo. Por volta das 21h30 acabou o som e os militantes começaram a ir embora.
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