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Pará
Domingo, 29 de outubro de 2006, 21h30 
Confira o perfil da governadora eleita Ana Júlia
 
Ed Ferreira/Agência Estado
Multidão comemora a vitória de Ana Júlia
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Ana Júlia Carepa, 49 anos, é natural de Belém, formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Pará. Começou sua carreira política no movimento estudantil, depois foi sindicalista, na época em que era bancária. Já assumiu vários cargos públicos.

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Foi vereadora, deputada federal, vice-prefeita e hoje é senadora em segundo mandato. Seu primeiro cargo público foi o de vereadora em Belém, em 1992. Dois anos depois foi eleita deputada federal. Em 1997, renunciou ao mandato para concorrer à prefeitura ao lado de Edmilson Rodrigues, na época do PT, hoje candidato derrotado do PSol ao governo do Estado nestas eleições. Ao lado de Edmilson, foi vice-prefeita da capital e secretária de Urbanismo.

Em 1998, foi eleita para o primeiro mandato no Senado. Dois anos depois voltou à cadeira de vereadora em Belém, sendo a mais votada. Em 2002, volta ao Senado e de novo é a mais votada, com mais de um milhão de votos. Durante aquela campanha, Ana Júlia sofreu um acidente durante um comício no interior do Estado que atrapalhou e ajudou a candidata. Ana Júlia caiu de um palanque improvisado e teve uma lesão no joelho, que a tirou das ruas durante 15 dias. Mas isso também foi um ponto positivo na campanha, uma vez que a militância do partido se solidarizou e ajudou no cumprimento da agenda da candidata dando apoio a candidatura.

Ana Júlia chega ao governo do Pará depois de disputar todas as eleições municipais e estaduais desde 1992 e de ter exercido vários cargos de destaque no Executivo e no Legislativo. Funcionária concursada do Banco do Brasil desde 1983 e ex-atleta de natação do Clube Remo, de Belém, Ana Júlia sempre ocupou posições de liderança e nunca temeu disputas.

"Ana Júlia é uma guerreira", disse a psicoterapeuta Zildinha Sequeira, amiga da governadora eleita desde a adolescência. "Ela é uma pessoa que sabe correr riscos, tendo a dimensão do que pode e do que não pode alcançar", comentou.

Os amigos definem Ana Júlia como uma pessoa carinhosa, solidária, leal, teimosa e, sobretudo, determinada.

Boa de voto
Filha de um engenheiro civil e de uma dona-de-casa, Ana Júlia nasceu em Belém e é a única mulher entre os sete filhos do casal. O interesse pela política começou na Universidade, no final dos anos 1970, quando ingressou no movimento estudantil e no clandestino Partido Revolucionário Comunista (PRC), liderado, na época, por José Genoino e Tarso Genro.

Ana Júlia foi presidente do Centro Acadêmico Livre de Arquitetura da UFPA e, depois de formada, passou a atuar nos movimentos sociais, ajudando a fundar o Movimento das Mulheres do Campo e da Cidade. Aprovada no Concurso do Banco do Brasil em 1983, também militou no Movimento de Oposição Bancária (MOP) que fortaleceu a Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Pará.

Em 1992, Ana Júlia elegeu-se vereadora com a maior votação entre os candidatos do PT e, em 1994, chegou à Câmara Federal. Dois anos depois, em 1996, Ana Júlia já estava novamente em campanha, integrando a chapa vitoriosa do PT à Prefeitura de Belém. A petista renunciou ao mandato de deputada federal para assumir a vice-Prefeitura e a Secretaria Municipal de Urbanismo.

Em 1998, Ana Júlia concorreu a uma vaga no Senado, mas a vitória só viria nas eleições de 2002. Antes disso, em 2000, ela elegeria-se novamente à vereança de Belém, com a maior votação já registrada por um vereador no Estado. Em 2002, outro recorde eleitoral: Ana Júlia obtém a maior votação da história do Pará para o Senado.

"Ela é boa de palanque, de discurso e de intervenção", disse o cientista político Edir Veiga, da Universidade Federal do Pará. Veiga, que, nos anos 70, foi colega de Ana Júlia no clandestino Partido Comunista Revolucionário, conta que, inicialmente, a petista não queria se candidatar ao governo estadual este ano, mas foi convencida pelo partido a concorrer por ser o único nome com força eleitoral para enfrentar a hegemonia do PSDB no Estado.

Ana Júlia entrou na disputa em baixa nas pesquisas e inverteu o jogo no segundo turno com o apoio do PMDB do ex-governador e senador Jader Barbalho. Há dúvidas, no entanto, quanto à capacidade da petista de administrar a coalizão eleitoral com o PMDB.

"A orientação dela é muito na consciência de classe. Ela tem formação marxista ortodoxa. Esse movimento mais à esquerda do PT tem dificuldade de trabalhar com o centro", afirmou Veiga. A governadora eleita é divorciada e mãe de um casal de filhos.

Com Reuters
 

Redação Terra