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Domingo, 29 de outubro de 2006, 21h26  Atualizada às 22h43
Reeleito, Lula promete negociar pessoalmente com o Congresso
 
Simone Sartori e Vagner Magalhães
Direto de São Paulo
 
Marcelo Pereira/Terra
Lula é cercado por jornalistas no comitê do PT
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito neste domingo, afirmou que vai manter a forma de coordenação política do seu governo como está, mas que vai interferir mais nas negociações com o Congresso. O presidente afirmou que pretende conversar com todas as lideranças até dezembro. Lula chamou o Congresso de "uma cabeça pensante com muitas cabeças pensantes ao mesmo tempo", numa referência à dificuldade de negociação para aprovação de projetos. Lula concedeu uma rápida entrevista coletiva após o pronunciamento da vitória no Hotel Intercontinental, em São Paulo.

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Sobre as falhas do primeiro mandato que devem ser corrigidas, Lula afirmou que adquiriu muita experiência com a vida pública. O presidente afirmou que vai acompanhar suas decisões com "lupa" e que tudo o que chegar à sua mesa terá que estar em funcionamento em 30 dias, em referência às dificuldades burocráticas governamentais. "É uma lição que quero colocar em prática", disse o presidente, "todo mundo aqui tá calejado".

O presidente também afirmou que não vai diminuir o número de ministérios, uma das bandeiras de seu adversário Geraldo Alckmin, e criticou os que defendem a idéia, que chamou de "equivocada". Ele ressaltou que o peso político das pastas é muito maior do que o seu peso no Orçamento. Ele preferiu não se pronunciar sobre a reforma ministerial.

Uma manifestante aproveitou o silêncio feito pelos jornalistas que aguardavam o pronunciamento de um colega para protestar contra a política social do governo e foi vaiada. Lula não tomou conhecimento do caso.

O presidente fez referência ao piloto brasileiro de Fórmula 1 Felipe Massa ao comparar o primeiro com o segundo mandato. Disse que o atual governo começou a 80 km/h, mas que o novo pode começar a 120 km/h porque agora "já conhece a pista tão bem quanto o Felipe Massa".

O presidente encerrou dizendo que seu governo foi infinitamente melhor que o do seu antecessor, mas que agora isso acabou e que as comparações serão feitas com ele mesmo.

Também estavam presentes a coordenadora da campanha de Lula em São Paulo, Marta Suplicy, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, o ministro da Justiça, Márcio Tomaz Bastos e o governador eleito da Bahia, Jaques Wagner (PT), entre outros.
 

Redação Terra