| Bruno Maestrini/Terra |
 Yeda pede união dos partidos em favor do RS |
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A primeira mulher eleita governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), afirmou, na noite deste domingo, que enfrentará desde o primeiro dia de governo o déficit financeiro para construir um novo ciclo de desenvolvimento. Segundo ela, a primeira ação, que será feita ainda no período de transição, é abrir o orçamento do Estado e agir para zerar o déficit o mais breve possível. "Terei um grande desafio pela frente", reconheceu.
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A transição do governo já começa nesta segunda-feira. O governador Germano Rigotto (PMDB) ligou para Yeda logo após a confirmação do resultado. Ele a parabenizou e a convidou para um encontro, provavelmente no Palácio Piratini, com o objetivo de começar a tratar da transição. A definição do secretariado ocorrerá somente em dezembro, poucos dias antes do início do mandato.
Yeda avaliou que não foi favorecida por ser mulher. "Os votos recebidos independeram de gênero, mas foram uma aposta na retomada do crescimento."
A governadora eleita agradeceu a confiança dos gaúchos e o apoio de vários partidos que compuseram a candidatura e que se uniram a ela no segundo turno. "Este resultado vai muito além do número de votos recebidos por uma candidatura e por outra; honra o Rio Grande", destacou.
Ela saudou, inclusive, o adversário Olívio Dutra (PT) pelo "embate forte e pela discussão das propostas" nos debates e no horário eleitoral. "O embate eleitoral terminou hoje, temos agora que nos unir em torno de um projeto em favor da sociedade gaúcha."
Sobre a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Yeda acredita que não terá tratamento desigual por ser de um partido de oposição. "Acredito que Lula fará o que a sociedade espera. O cargo não é dele, não é de ninguém. Espero um tratamento extremamente civilizado", afirmou.
A governadora eleita antecipou que atuará na companhia de outros governadores eleitos para renegociar a dívida dos estados com a União e para recuperar os créditos de exportações que o Estado tem a receber. Ela priorizará a negociação. "Dinamite não é arma nossa", reiterou.
No governo, Yeda criará dois gabinetes, um para fortalecer a relação institucional do Estado com os municípios e outro de gestão para estruturar os programas de governo. O foco será melhorar os indicadores sociais. Na primeira semana, Yeda enviará um pacote de projetos à Assembléia Legislativa, com destaque para as áreas da segurança, saúde e educação. A proposta de separar em duas a Secretaria da Justiça e Segurança será um deles.
Yeda reforçou que vai começar o governo sem aumentar impostos, mesmo com o retorno da alíquota do ICMS aos níveis anteriores ao do aumento implementado por Rigotto. "Há outras formas de aumentar a receita. Não aumentarei impostos", garantiu.
Ela recebeu telefonemas de seu adversário Olívio Dutra (PT) e do candidato à Presidência da República derrotado Geraldo Alckmin (PSDB).
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