| Jonathan Campos/Divulgação |
 Roberto Requião já havia governado o Paraná entre 1991 e 1994 |
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Controvertido, o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), reeleito neste domingo, é um político com ideais nacionalistas que não se furta a comprar brigas com setores relevantes da economia.
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Roberto Requião de Mello e Silva, curitibano de 65 anos, já havia governado o Paraná entre 1991 e 1994. Sempre filiado ao PMDB, é tido por seus assessores como hiperativo, exigente, mas emotivo. Já para os opositores, seus embates não passam de demagogia.
Ele é formado em Direito e em Jornalismo, e sua carreira política teve início como deputado estadual (1983-85). Depois foi prefeito de Curitiba (1986-89), tornando-se o primeiro prefeito da capital eleito após a ditadura militar. Em 1989 assumiu a pasta de Desenvolvimento Urbano do Estado do Paraná e em 1991, foi sucessor de Álvaro Dias no governo do Estado. Depois foi eleito senador, e em 2002, assumiu novamente o governo do Paraná.
No atual mandato, enfrentou os plantadores de soja transgênica, proibindo o embarque do produto pelo porto de Paranaguá sob o argumento da incerteza sobre o impacto da variedade no organismo e no meio ambiente. Ele apontou ainda o bom desempenho da soja convencional e fez críticas ao poder de monopólio das empresas de biotecnologia. A proibição foi suspensa este ano, após a Justiça Federal considerá-la ilegal.
O setor financeiro também não escapou de seus ataques. Com o slogan "dinheiro público em banco público", ele trocou o monopólio do Itaú na movimentação das contas do Estado pelo Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, instituições do governo federal. O Itaú havia herdado as operações financeiras do Paraná após a aquisição do Banestado, o banco local.
Nas estradas, Requião vive uma verdadeira guerra judicial. Tem 38 ações em andamento contra as empresas concessionárias, que, segundo ele, conseguiram do ex-governador Jaime Lerner contratos desfavoráveis ao Estado.
O governador, eleito em 2002, defende o fim dos pedágios que considera "uma aberração" e é contra a transferência das rodovias à iniciativa privada, alegando que o Paraná arrecada o suficiente para as obras rodoviárias.
No segundo turno, Requião anunciou apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e manteve distanciamento de Geraldo Alckmin, candidato do PSDB.
O Paraná, com 10,2 milhões de habitantes, tem uma economia voltada para a agricultura - é um dos maiores produtores de grãos - mas abriga um importante pólo da indústria automobilítica, sediando as fábricas da Audi e da Renault.
Com Reuters
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