ELEIÇÕES 2006
PRESIDENCIAL
ESTADUAIS
 Boletim
Receba as últimas notícias em seu email

 Fale conosco
Participe! Envie suas críticas e sugestões

 Sites relacionados
Eleições 2004


Eleições 2006
Domingo, 29 de outubro de 2006, 20h11 
Confira perfil do governador eleito Eduardo Campos
 
Alcione Ferreira/ Diário de Pernambuco/Futura Press
Eduardo Campos é neto do ex-governador de Pernambuco por três vezes, Miguel Arraes
Eduardo Campos é neto do ex-governador de Pernambuco por três vezes, Miguel Arraes
Últimas de Eleições 2006
» Ibope aumenta índice de acertos no 2º turno
» Diminui número de eleitores no 2º turno em Manaus
» Lula falhou na participação social, diz especialista
» Stédile diz que reeleição é "extremamente positiva"
Busca
Faça sua pesquisa na Internet:

Eduardo Henrique Accioly Campos nasceu em Recife em 10 de agosto de 1965. Neto do ex-governador de Pernambuco por três vezes, Miguel Arraes, começou a militância política como presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Economia (UFPE), em 1985. Filiou-se ao PMDB em 1983. Três anos depois participou da campanha do avô ao governo do Estado e se tornou chefe de gabinete. Entrou no PSB, em 1990, sendo eleito deputado estadual.

» Campos é eleito governador de PE
» Comente a vitória de Eduardo Campos

Elegeu-se deputado federal em 1994, mas renunciou ao mandato para assumir a Secretaria de governo de Pernambuco, em 1995 e 1996. Em seguida, tornou-se secretário da Fazenda, cargo em que permaneceu até 1998, quando se reelegeu para a Câmara dos Deputados, como o candidato mais votado do Estado.

Em 2002, elegeu-se pela terceira vez deputado federal. Teve destaque como um dos principais articuladores do governo Lula para a aprovação das reformas da Previdência e Tributária. Em 2003, foi nomeado ministro da Ciência e Tecnologia, onde permaneceu até julho de 2005, quando retornou para a Câmara. Nesse mesmo ano, foi eleito presidente nacional do PSB.

Eduardo Campos entrou na disputa para o governo de Pernambuco em terceiro lugar nas pesquisas, bem atrás do governador Mendonça Filho (PFL) e do ex-ministro da Saúde Humberto Costa (PT). O jovem socialista conseguiu, no entanto, chegar ao Palácio das Princesas graças à tradição política de sua família e ao apoio do presidente Lula.

Arraes, morto no ano passado, fez de Campos o seu braço direito na política. "Ele acompanhou o avô a vida inteira e é visto como o maior herdeiro do legado de Arraes", disse o cientista político Michel Zaidan, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPA).

Zaidan observa, no entanto, que o neto de Arraes tem idéias próprias. "Ele tem um pensamento político mais renovado que o do avô. É mais voltado para a questão nacional e para as políticas integradas de desenvolvimento regional", comentou.

Aos 41 anos, casado e pai de quatro filhos, Campos já ocupou cargos públicos de destaque. Foi deputado estadual (1990), deputado federal por três mandatos (1994, 1998 e 2002), secretário de Governo e da Fazenda(1995-1996) no último governo do avô e ministro da Ciência e Tecnologia no governo Lula (2004-2005).

O jeito afável e bem-humorado, aliado à inteligência e à facilidade de expressão, o tornaram um político sedutor, capaz de reunir apoio e votos. "Ele conseguiu a façanha notável de articular um amplo leque de alianças com chefes políticos do sertão e do agreste, o que lhe garantiu a vitória, porque ele não conseguiria se eleger só com os votos urbanos", comentou Zaidan.

Outra característica que ajuda o herdeiro de Arraes a angariar simpatia por onde passa, inclusive no Palácio do Planalto, é a capacidade de imitar figuras políticas. "Ele faz imitações de Lula, de Arraes e de outros políticos com perfeição", contou o advogado Luciano Vasquez, amigo de Campos desde a adolescência.

Aluno brilhante
Nascido em Recife em 1965, Campos entrou na faculdade aos 16 anos e, aos 20, formou-se em Economia pela UFPE como aluno laureado e orador da turma.

A militância política começou na universidade, mas os amigos dizem que, desde adolescente, Campos procurava engajar os colegas no debate de questões sociais. "Ele foi líder de turma no ginásio, no segundo grau e na faculdade e fez com que todos nós nos engajássemos no movimento estudantil", comentou Vasquez.

Em 1986, Campos deixou de cursar um mestrado nos EUA para participar da campanha que levou Miguel Arraes de volta ao Palácio das Princesas pelo PMDB, tornando-se chefe de gabinete do avô.

Em 1990, depois de ingressar no PSB com Arraes, Campos elegeu-se deputado estadual, iniciando uma carreira política própria, que incluiu a liderança do PSB na Câmara por dois mandatos e a presidência nacional do partido.

Em janeiro de 2004, o jovem economista, então com apenas 38 anos, assumiu um de seus maiores desafios: comandar o Ministério da Ciência e Tecnologia. "Havia a expectativa de que ele não desse certo porque não tinha conhecimentos na área. Mas fez uma excelente gestão", disse Zaidan.

Medidas de impacto, como a aprovação do programa de Biossegurança, que permite a utilização de células-tronco embrionárias em pesquisas, foram elogiadas por acadêmicos, cientistas e políticos.

Em julho de 2005, Campos deixou a pasta por vontade própria para voltar à Câmara e reforçar a base aliada do governo, mas indicou o sucessor, o atual ministro Sérgio Rezende, também pernambucano e do PSB.

Ao longo de sua carreira, Campos colecionou elogios e prêmios. Mas não conseguiu fugir dos escândalos. Ele foi acusado de compactuar com irregularidades no Ministério da Ciência e Tecnologia para compra de ônibus superfaturados para o programa de inclusão digital. Campos nega a acusação, que qualificou como uma armação para prejudicá-lo eleitoralmente.

O governador eleito também teve seu nome envolvido em um escândalo financeiro quando era secretário da Fazenda de Arraes. Em 1997, o Ministério Público Federal denunciou Campos e o avô por suposta emissão fraudulenta de títulos públicos para pagamento de precatórios. O Supremo Tribunal Federal rejeitou as denúncias em 2003.

Com Reuters
 

Redação Terra