ELEIÇÕES 2006
PRESIDENCIAL
ESTADUAIS
 Boletim
Receba as últimas notícias em seu email

 Fale conosco
Participe! Envie suas críticas e sugestões

 Sites relacionados
Eleições 2004


Rio Grande do Sul
Domingo, 29 de outubro de 2006, 19h42  Atualizada às 22h42
Olívio defende mudanças nas pesquisas eleitorais
 
Carina Fernandes
Direto de Porto Alegre
 
Últimas de Rio Grande do Sul
» RS: apenas um terço dos candidatos prestou contas
» Yeda anuncia cinco projetos que encaminhará à AL
» Rigotto recebe Yeda e coloca secretariado à disposição
» Yeda diz que já trocou "recadinhos" com Lula
Busca
Faça sua pesquisa na Internet:

Assim que a vitória de Yeda Crusius (PSDB) foi confirmada, o candidato derrotado ao governo do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra (PT), parabenizou a adversária, em entrevista coletiva no comitê estadual do partido, em Porto Alegre. Aplaudido na chegada e na saída do local, o petista defendeu o aperfeiçoamento das pesquisas e disse que o instrumento não pode ser o principal elemento de uma eleição. Para ele, a Justiça Eleitoral precisa discutir a prática e suas distorções.

» Comente a vitória de Yeda

Olívio ressaltou que "a participação do PT no segundo turno contribuiu para um bom debate." Disse ainda que seu partido tem compromisso com o Rio Grande do Sul. "Fomos para o segundo turno devido a um trabalho seríssimo. Representamos 45% do pensamento político gaúcho. Isso é uma grande responsabilidade", avaliou, acrescentando que "a Frente Popular defende um Estado sob controle público e não particular ou privado".

O petista afirmou também que o partido saiu fortalecido da eleição, destacando a pluralidade e o alcance da proposta defendida pela Frente Popular. "Semeamos com mãos boas e boa semente. Continuamos com o compromisso com o Rio Grande e o seu povo." O candidato garantiu que o partido fará uma oposição no Estado, com respeito ao resultado do processo eleitoral. E complementou: "Não nascemos de gabinete, mas das lutas sociais."

Olívio enfatizou como fundamental o protagonismo do povo brasileiro, não apenas nas eleições, mas em iniciativas como o Orçamento Participativo que, de acordo com ele, "deve ser reforçado e aperfeiçoado". Em um dos poucos momentos de descontração, o petista brincou: "Democracia não pode ter empate, Grenal pode".

A candidata à vice de Olívio, Jussara Cony (PCdoB), disse que os partidos que compõe a Frente Popular farão oposição responsável, consciente e cotidiana para fazer com que o Rio Grande do Sul não sofra atraso no seu desenvolvimento. Na entrevista, que durou cerca de meia hora, os candidatos estiveram acompanhados de lideranças partidárias, deputados estaduais, federais, prefeitos e vereadores.

Depois de acompanhar o voto de Jussara, Olívio foi para casa descansar - a primeira informação era de que ele estaria na residência de amigos. O petista chegou ao comitê do PT, por volta das 18h50min, quando cerca de 70% dos votos estavam apurados. A entrevista coletiva foi acompanhada por lideranças partidárias, deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores.

Lula
Sobre a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Olívio afirmou que "isso demonstra a vontade do povo de que o Brasil continue avançando". Completou com a declaração de que "o presidente é o símbolo da história do povo brasileiro. O povo se vê nele. Em seus erros e virtudes. Mais acertos do que equívocos"

Ministério
Questionado sobre a possibilidade de voltar a assumir algum ministério no segundo mandato do governo Lula, o petista desconversou e disse que não há definição sobre isso.
 

Redação Terra