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Rio de Janeiro
Domingo, 29 de outubro de 2006, 18h46 
Sérgio Cabral é eleito governador no RJ
 
Tarso Marcelo/Agência Estado
Sérgio Cabral comemora vitória, agradecendo aos céus
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Com a totalidade dos votos apurados no Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) foi eleito governador do Estado com 5.129.064 votos. Cabral teve 68% dos votos válidos contra 32% da adversária Denise Frossard (PPS), que totalizou 2.413.546 votos. Branco somaram 257.100, ou 2,86% dos votos válidos, e nulos, 1.202.206, 13,36%.

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A eleição do candidato segue o regime, que já dura oito anos, do PMDB no governo do Estado carioca. Cabral, no segundo turno, decidiu pelo apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. Já os ex-governadores Rosinha e Anthony Garotinho, ambos do PMDB carioca, decidiram não seguir a posição de Cabral e lançaram apoio à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) no segundo turno das eleições presidenciais.

Tal fato abalou a popularidade de Alckmin no Rio de Janeiro, já que a rejeição aos Garotinho - principalmente na capital carioca - é grande.

Denise Frossard (PPS), a oponente de Cabral na disputa pelo governo do RJ, decidiu, à revelia, pelo apoio a Alckmin também.

No primeiro turno, Cabral já saíra na frente na disputa pelo governo do Rio de Janeiro, ao receber 41,42% dos votos válidos contra 23,78% de Frossard.

O peemedebista, que votou pela manhã numa escola em Copacabana acompanhado da mulher e de três dos seus cinco filhos - Tiago, 4, José Eduardo, 11, e Marco Antonio, 15, ressaltou a importância de conquistar sintonia entre os governos estadual e federal.

"Tudo que o Estado do Rio de Janeiro está precisando é de um governador que se entenda com o governo federal, com uma agenda propositiva de investimentos para o Estado", afirmou Cabral, de 43 anos. "Diria que tem uma importância capital para o Estado nesses próximos quatro anos."

Denise Frossard reconheceu a derrota no início da noite e manifestou votos de que o Rio de Janeiro seja conduzido com seriedade.

"Espero que (Cabral) cumpra todas as promessa que fez. O Rio estará atento e vamos insistir que há uma nova maneira de fazer política, manifestada por 32 por cento da sociedade do Rio de Janeiro", disse Frossard.

Aliança com Lula
A aliança entre o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve no Rio fazendo campanha com Cabral mais de uma vez, foi formalizada logo depois do primeiro turno.

Com o apoio do casal Garotinho, que está no poder fluminense há oito anos e mantém incompatibilidade com o governo Lula, Cabral teve 41,42 por cento dos votos no primeiro turno, contra 23,78 por cento de Denise Frossard, depois de ter uma vantagem bem maior nas pesquisas, que indicavam sua vitória na primeira rodada.

Para o vice-governador do Rio, Luiz Paulo Conde (PMDB), o resultado representa a vitória da esperança contra o "baixo astral". "O Rio de Janeiro demonstrou ter conhecimento, votou no homem que melhor pode desenvolver o Estado", disse Conde. "Sérgio Cabral tem outra virtude. Ele tem muitos aliados e com muitos aliados nao pode agradar a todos, então fará um governo essencialmente técnico, que vai agradar ao povo", afirmou Conde, que estava no comitê de campanha de Cabral, na Barra da Tijuca.

Denise Frossard obteve 32,07% dos votos válidos, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ). Ela votou em uma escola do Leblon pela manhã, depois de assistir a uma missa.

Na hora de votar, Denise deixou a urna e posou para fotógrafos sem ter registrado o voto para presidente, e teve que retornar após ser avisada por um mesário.

Denise deu seu apoio ao candidato à Presidência do PSDB, Geraldo Alckmin, mas chegou a declarar que votaria nulo para presidente quando o tucano se aliou ao casal Garotinho. Mesmo tendo voltado atrás, Frossard não esteve com Alckmin em nenhuma das visitas do tucano ao Rio durante a campanha no segundo turno.

Na capital, os cariocas votaram sem o registro de incidentes graves. O dia começou com uma chuva fina, mas logo o sol acompanhou a presença da população nas urnas. O Rio de Janeiro conta com o terceiro maior colégio eleitoral do país, com cerca de 11 milhões de eleitores.


 

Redação Terra