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A escola Estadual Regina Miranda Prant de Carvalho é um dos menores pontos de votação do maior colégio eleitoral do País. Construída em 1978, ela recebe pela segunda vez o 541 eleitores do longínquo bairro de Marsilac, distante 57 quilômetros do centro da capital paulista. São pessoas simples - aposentados e caseiros de sítios e chácaras da área - como José Antonio Freire de Souza, que ficou "apoquentado" em suas próprias palavras por ter anulado seu voto sem querer. "Queria que abrissem de novo a máquina", disse o aposentado se referindo à urna. "Apertei errado e o voto não foi pro homem", disse Freire, que pretendia votar em Lula. Cearense de Fortaleza, "com muita vontade de pegar umas terrinhas ou ganhar uma casa e voltar para lá", saiu cedo da casa que tem em Marsilac e foi para a escola votar. Agora, nervoso, só quer pegar a estrada de volta. "Deixa eu ir que agora eu levo uma carreira até em casa". "São moradores antigos do bairro e caseiros de sitio da região", explica o coordenador das seções João Batista de Oliveira, responsável pela votação das duas seções do bairro. "Geralmente a votação é tranqüila e as pessoas votam rápido, mas alguns ainda se confundem com a máquina".
Oliveira, habitualmente professor de História, coordena a segunda eleição em Marsilac - a primeira foi no referendo de 2005. "Antes os eleitores votavam em Parelheiros, mas felizmente abriram essas duas seções aqui, o que nos facilita muito e poupa o tempo dos moradores. Para votar em Parelheiros, muitos dos moradores levavam até 4 horas no percurso de ida e volta". Oliveira coordena uma equipe de 14 pessoas, mais os voluntários da escola, todos moradores locais. Diz que a maioria dos eleitores vota pela manhã e que à tarde o movimento fica muito devagar, uma vez que as pessoas têm afazeres nos sítios e chácaras aos domingo.
O coordenador só torce para que não dê nada errado durante a votação. "No primeiro turno tivemos que trocar uma urna. O técnico teve de vir lá de Parelheiros e o problema da distância complicou muito".
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