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Pela segunda vez neste mês, o brasileiro terá que ir à urna para escolher seu novo representante, no País, pelos próximos quatro anos. Para eleitores de dez estados brasileiros, o compromisso é ainda maior: deverão eleger, também, o novo governador. No Nordeste, a decisão foi levada para o segundo turno em Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Maranhão. Com a polarização da disputa estadual, o segundo turno foi o momento para os candidatos esclarecerem suas propostas e, principalmente, em que palanques presidenciais estão: se no petista, com Luiz Inácio Lula da Silva, ou no tucano, com Geraldo Alckmin.
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Embalados pelo bom desempenho eleitoral de Lula no Nordeste, onde foi vitorioso, no primeiro turno, com 66,78% dos votos válidos, contra 26,15% de Alckmin, os candidatos a governador que apóiam o presidente tentaram "colar" em sua candidatura a fim de herdarem a popularidade do petista nas urnas. Em Pernambuco, o ex-ministro da Ciência e Tecnologia do Governo Lula, Eduardo Campos (PSB), que lidera nas pesquisas de intenção de voto, adotou o voto casado junto com o petista, enquanto o governador e candidato à reeleição, Mendonça Filho (PFL), demonstrou tímido apoio a Alckmin.
No Rio Grande do Norte, na Paraíba e no Maranhão o cenário eleitoral promete guardar surpresas para a hora da apuração das urnas. Recentes pesquisas apontaram uma vantagem da atual governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria (PSB) - que está do lado de Lula - sobre o senador Garibaldi Filho (PMDB) - do lado de Alckmin. No Maranhão, Roseana Sarney, que, apesar de ser do PFL, está apoiando o presidente, também aparece na frente, segundo a última pesquisa Ibope, mas seu adversário Jackson Lago (PDT) está firme na disputa, com chances de virar o jogo. Na Paraíba, o eleitorado está dividido entre Cássio Cunha Lima (PSDB) - da base alckmista - e José Maranhão (PMDB) - da base lulista - que aparecem tecnicamente empatados, apesar da sutil vantagem do tucano, segundo apontou o Ibope.
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