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Domingo, 29 de outubro de 2006, 07h29  Atualizada às 07h34
Pesquisas indicam reeleição de Lula hoje; dez Estados escolhem governador
 
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As últimas pesquisas de intenção de voto para presidente, divulgadas ontem, apontam para a reeleição do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva neste segundo turno. Tanto a pesquisa Ibope quanto a Datafolha mostraram vantagem de 22 pontos de Lula em relação ao candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Segundo os dois levantamentos, Lula tem 61% dos votos válidos, contra 39% do tucano. Cerca de 126 milhões de eleitores voltam às urnas neste domingo para decidir o segundo turno das eleições. Além de decidir entre Lula e Alckmin em todo o Basil, eleitores de dez Estados - Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco, Maranhão, Paraná, Santa Catarina, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pará -, escolherão também um novo governador.

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» Veja como justificar

O presidente Lula tenta o segundo mandato, no 28º período presidencial desde a Proclamação da República, após seu governo tornar-se alvo de uma avalanche de denúncias de corrupção. Favorito nas pesquisas de intenção de voto (o petista aparece com uma diferença de 22 pontos de voto válidos em relação a Alckmin, segundo os últimos levantamentos de Ibope e Datafolha), Lula defende a reeleição dizendo que, durante o seu mandato, a inflação foi estabilizada e programas sociais reduziram a pobreza no País.

Geraldo Alckmin declarou, neste sábado, que acredita em uma virada na reta final da eleição, apesar das pesquisas. Durante sua campanha, o tucano bateu duramente nos escândalos envolvendo o governo e cobrou explicações do PT e de Lula, sobretudo quanto ao R$ 1,75 milhão apreendido com pessoas ligadas ao partido do presidente para, supostamente, comprar um dossiê com denúncias contra candidatos do PSDB. O ex-governador de São Paulo tem afirmado que, caso seja eleito, vai promover uma economia com maior crescimento e juros mais baixos.

Região Sul
Os três Estados do Sul do País vão escolher seus governadores. No Rio Grande do Sul, a eleição ao governo reedita a disputa presidencial entre PSDB e PT. Yeda Crusius (PSDB) e Olívio Dutra (PT) surpreenderam, após divulgação das pesquisas que apontavam a liderança do então candidato à reeleição Germano Rigotto (PMDB). Segundo pesquisa Ibope, a tucana está 10 pontos à frente do ex-governador gaúcho.

Em Santa Catarina, a campanha no segundo turno se deu entre os candidatos Luiz Henrique (PMDB) e Esperidião Amim (PP). O Paraná tem uma das disputadas mais acirradas do pleito, com as pesquisas apontando empate técnico entre Roberto Requião (PMDB) e Osmar Dias (PDT).

Região Sudeste
O segundo turno no Sudeste tem o embate no Rio de Janeiro entre Denise Frossard (PPS), apoiada pelo PSDB e pelo PFL, e Sérgio Cabral (PMDB), que conta com o apoio do presidente Lula. De acordo com o Ibope, Cabral ampliou a vantagem, que já era de mais de 30 pontos na pesquisa anterior, para 34 pontos sobre Frossard. A candidata causou polêmica no segundo turno ao dizer que retirava o apoio a Alckmin, após o presidenciável aceitar o apoio do ex-governador fluminense Anthony Garotinho. Depois, pressionada, acabou voltando atrás.

Região Centro-Oeste
No Centro-Oeste, o segundo turno acontece apenas em Goiás, com a disputa entre Alcides Maia (PP) e Maguito Vilela (PMDB). Segundo o Ibope, Maia está com 56% da preferência do eleitor, contra 44% de Vilela.

Região Norte e Nordeste
Cinco Estados do Norte e Nordeste têm segundo turno. Em Pernambuco, a disputa é entre Eduardo Campos (PSB), apoiado por Lula, e Mendonça Filho (PFL), alinhado com a candidatura de Alckmin. Neto do socialista Miguel Arraes, Campos é o franco favorito no pleito, com 63%, frente a 37% de Mendonça Filho (segundo o Ibope) - que até março passado era vice do ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB)

No Maranhão, concorrem Roseana Sarney (PFL) e Jackson Lago (PDT). Filha do ex-presidente e senador José Sarney (PMDB), integrante da base governista, Roseana enfrentou o próprio partido, que está coligado em nível nacional com o PSDB de Garaldo Alckmin, e declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o Ibope, ambos estão empatados, com 50% dos votos válidos cada um.

Ana Júlia (PT) e Almir Gabriel (PSDB) concorrem ao governo do Pará, reeditando também a disputa entre as legendas dos candidatos à Presidência da República. De acordo com a mais recente pesquisa do Ibope, cada ambos estão tecnicamente empatados.

O governo da Paraíba é disputado entre Cássio Cunha Lima (PSDB) e José Maranhão (PMDB). De acordo com o Ibope, Lima aparece com 54% dos votos válidos, contra 46% de Maranhão. Já no Rio Grande do Norte concorrem Wilma de Faria (PSB) e Garibaldi Filho (PMDB). O Ibope indica vantagem de 10 pontos para Wilma, que aparece com 55% dos votos válidos contra 45% do adversário.

Como votar
O eleitor votará primeiro no candidato a governador, cuja identificação é feita por dois algarismos. Para votar, é preciso digitar os dois algarismos do candidato a governador. Depois de ver a fotografia do candidato, é preciso teclar "confirma".

O candidato a presidente da República também é identificado por dois algarismos. O eleitor tem que teclar os dois algarismos do candidato à Presidência da República, esperar a fotografia para ter certeza do voto, e teclar "confirma".

Para facilitar a votação, a Justiça Eleitoral recomenda aos eleitores que levem os números de seus candidatos anotados.

Como justificar
O eleitor que não estiver em seu domicílio eleitoral no dia 29 de outubro, data do segundo turno das eleições deste ano, deve preencher formulário para justificar a impossibilidade da votação e apresentá-lo em qualquer seção eleitoral no mesmo dia da eleição.

O modelo de formulário da justificativa estará disponível no endereço eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - www.tse.gov.br - até o encerramento da votação do segundo turno, conforme dispõe a Resolução 22.154 do TSE. Também estará disponível nos cartórios eleitorais, nos locais de votação no dia da eleição e em outros locais, desde que haja prévia autorização do juiz eleitoral.

Penalidades
O eleitor que não votar e não se justificar perante o juiz eleitoral até 60 dias após a eleição incorre em multa, que será arbitrada pelo juiz eleitoral. A multa tem por base de cálculo o valor de 33,02 Ufirs (R$ 35,13), e é fixada entre o mínimo de 3% e o máximo de 10% desse valor, girando em torno de R$ 1,06 a R$ 3,51.

A falta pode acarretar, inclusive, o cancelamento do título eleitoral de quem não votar ou justificar o voto em três turnos consecutivos de eleições.
 

Redação Terra