| Tasso Marcelo/Agência Estado |
 Alckmin e Lula debateram a corrupção no 3º bloco |
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No terceiro bloco de perguntas dos eleitores no debate da TV Globo desta sexta-feira, os candidatos foram questionados a respeito da corrupção. Alckmin criticou os escândalos que atingiram o governo Lula. Disse que o povo está indignado com os recentes acontecimentos. O presidente se defendeu voltando a citar acusações contra a gestão passada.
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Corrupção
Alckmin afirmou que os "escândalos não terminam". Disse que não se apura nada e voltou a cobrar esclarecimento no caso do dossiê contra tucanos. "Este não é o País que queremos construir.
O presidente utilizou a ironia para rebater o tucano. "Você sabe que ninguém neste. País fez tanta investigação como nós estamos fazendo", defendeu-se.
O tucano enumerou os escândalos dos últimos quatro anos. "A Polícia Federal foi rápida só para quebrar o sigilo do caseiro", acusou.
Impostos
Na questão reservada à redução de impostos, Lula defendeu as leis para a microempresa que estão em tramitação no Congresso. "Já desoneramos mais de R$ 23 bilhões em impostos", disse.
Alckmin defendeu o não-pagamento de impostos pelas microempresas. Segundo ele, 525 mil empresas foram beneficiadas por medidas de seu governo em São Paulo. "Ele (Lula) aumentou o PIS e o Confins. Eu reduzi o imposto de diversos produtos a zero quando governador", disse.
Lula, irônico, disse ter ficado "assustado" com os dados usados pelo adversário. Disse que o microcrédito destinado ao pequeno empreendedor melhorou a situação do setor no País.
Habitação
Alckmin recorreu à sua experiência em São Paulo para criticar a atual gestão em relação à habitação popular, que, segundo ele, não privilegiou a população de baixa renda. "Gente de baixa renda não tem acesso a crédito para comprar moradia", disse.
O presidente, por sua vez, citou novamente dados de sua gestão. Lula preferiu focar seu discurso no provimento de crédito para casas populares disponibilizado pelo seu governo.
Legislação trabalhista
Lula defendeu a necessidade de que a previdência seja cobrada pelo faturamento. Alckmin lembrou o número de trabalhadores que estão na economia informal.
O tucano defendeu que o País eleve seu crescimento e reduza impostos. Acusou o PT de ter sido contrário ao plano real. "Vou reduzir encargos e a burocracia para o Brasil crescer", afirmou.
Segundo o presidente, o País nunca teve um consumo como o atual. Lembrou dos planos econômicos fracassados para criticar governos passados. "Não fizemos mágica, fizemos coisa séria", disse.
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