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Sexta, 27 de outubro de 2006, 23h12 
No 2º bloco, candidatos destacam segurança
 
Wilton Júnior/Agência Estado
Lula e Alckmin trataram de segurança no 2º bloco
Lula e Alckmin trataram de segurança no 2º bloco
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No segundo bloco do debate entre presidenciáveis realizado pela TV Globo nesta sexta-feira, Lula foi questionado a respeito do desemprego. O presidente afirmou que a economia está preparada para gerar empregos e fazer o País crescer. "Nós agora estamos recuperando a economia com bases muito sólidas", disse.

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Em sua intervenção, Alckmin classificou a questão como a "número um". "Como pode o País crescer menos que o Paraguai?", perguntou. "A agricultura está em crise, teve um recorde de aumento de imposto. O governo anterior foi melhor que o dele na medida que o mundo cresceu menos naquela época", atacou.

Na sua réplica, Lula acusou o tucano de "brincar com números". Comparou ainda dados da construção naval sob sua gestão com o governo anterior. "Estamos preparados para crescer". "No governo anterior, o Brasil quebrou duas vezes", disse.

Meio Ambiente
Depois Alckmin foi questionado a respeito dos plano para o meio ambiente. O tucano defendeu o zoneamento ecológico. Disse que o Brasil bateu recordes de desmatamento durante os últimos quatro anos. "Ele (referindo a Lula) acha que está tudo bem", criticou. Propôs que fosse adotado o desenvolvimento sustentável.

O presidente rebateu citando dados recentes que apontam redução de desmatamento no Brasil. "Parece que você não lê jornal?", censurou. Lula afirmou que estão sendo tomadas medidas para impedir a grilagem na região da Amazônia.

O tucano acusou ainda o presidente de "privatizar a Amazônia". Se hoje não tem fiscal, imagina na hora de entregar à iniciativa privada, criticou. Essa lei é irresponsável", disse.

Segurança
Na rodada seguinte de perguntas, eleitor questionou os presidenciáveis a respeito de segurança. Lula disse que a atual violência é resultado das más educação e distribuição de renda das últimas décadas.

Alckmin preferiu enfocar o combate ao tráfico de droga. Criticou a fiscalização das fronteiras brasileiras. "Fui nas fronteiras, está tudo parado", disse.

Segundo Lula, 86% das armas utilizadas em crimes no Brasil têm origem doméstica. "Não tem momento neste que País que a polícia tenha trabalhando tanto". Lula lembrou ainda os ataques do PCC em São Paulo para criticar o adversário.

Transporte
Na questão que abordou o transporte, Alckmin destacou a construção de metrô nas regiões metropolitanas. Disse que vai reduzir impostos sobre o combustível e a energia elétrica. "Vamos dar conforto, qualidade e segurança".

Lula mais uma vez recorreu à experiência pessoal para abordar o assunto. Lembrou dos tempos que não tinha dinheiro para pagar a condução. Disse que algumas paralisações nas obras de transporte foram decorrentes de erros do governo anterior.

Alckmin disse ainda que o governo federal não pode se omitir na questão. Acusou o governo de parar as obras do metrôs em capitais e prometeu investir em novas linhas e reduzir a tarifa.


 

Redação Terra