| Tasso Marcelo/Agência Estado |
 Lula e Alckmin abriram debate falando sobre educação |
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Os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) iniciaram o quarto e último debate do segundo turno, realizado pela TV Globo nesta sexta-feira, respondendo às questões dos eleitores indecisos. Coube a Alckmin responder a primeira pergunta. O assunto levantado foi a educação. Eles ainda falariam de saúde, previdência e saneamento básico.
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O tucano disse que educação básica é uma de suas prioridades. Citou o Fundeb implementado no governo FHC e aproveitou o tema para alfinetar o adversário. "Infelizmente, o governo atual não aprovou o Fundeb". Ele disse que vai universalizar o acesso à educação e afirmou a pretensão de erradicar o trabalho infantil.
Lula rebateu dizendo que a educação não está em bom nível no Brasil e que isso não dependeria da ação de um ou outro governo. Ressaltou ainda as realizações de sua gestão na área. "Criamos quatro universidades novas", disse.
Na tréplica, Alckmin voltou a criticar o atual governo. "Só foram criadas apenas, em véspera de eleição, universidades. Não avançamos quase nada", disse.
Na pergunta destinada a Lula, o petista tratou da previdência. Ele defendeu as medidas relativas ao tema aprovadas sob seu governo. Segundo ele, a previdência brasileira tem uma "cobertura fantástica". Propôs ainda a modernização da previdência. p
Alckmin vinculou o déficit da previdência ao baixo crescimento da economia. O tucano defendeu a desoneração dos tributos sobre a produção. "Temos que reduzir o engargo sobre a folha-salarial", argumentou.
Lula retrucou recorrendo às comparações com o governo anterior. Segundo o presidente, sua gestão reduziu a burocracia nos processos de perícia médica.
Na rodada seguinte, os candidatos falaram de saúde. Alckmin lembrou sua experiência como médico para criticar as "crises" da saúde brasileira. O tucano insinuou que o dinheiro arrecadado com a CPMF não estaria sendo bem aplicado.
Lula defendeu a sua gestão no tema. Disse que aumentou o repasse de verbas aos Estados durante seu governo. Ele citou como testemunhas os governadores presentes ao debate. Segundo o petista, o remédio dado pelos Estados aos pacientes é resultado da aplicação da verba federal.
Ainda no primeiro bloco, os candidatos foram questionados a respeito de propostas para o saneamento. Lula afirmou ter investido mais de R$ 12 bilhões no tema. "No Brasil, parece que tem político que não gosta de investir em saneamento", alfinetou.
Alckmin rebateu citando a sua experiência à frente do governo paulista. Disse que, antes da gestão tucana em São Paulo, não havia piscinões no Estado. O tucano acusou o presidente de cortas gastos que seriam usados no saneamento básico. "Governo aumentou imposto sobre a água", afirmou.
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