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Sexta, 27 de outubro de 2006, 12h37 
PF descobre que depoimento de "laranja" é falso
 
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A Polícia Federal descobriu ser falso o depoimento de Agnaldo Henrique De Lima, que disse ter transportado R$ 250 mil de Pouso Alegre (MG) para São Paulo (SP), a fim de entregar o dinheiro a uma pessoa que identificou como ex-coordenador de comunicação da campanha de Aloísio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo, Hamilton Lacerda.

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A afirmação de Agnaldo foi feita ontem em depoimento à Polícia Federal (PF) na cidade de Varginha (MG). De acordo com a rádio CBN, a PF agora vai investigar uma suposta participação do PSDB no caso, já que a mulher que apresentou a testemunha seria funcionária do partido.

A PF chegou até Agnaldo após ele afirmar, em entrevista a uma TV local, que o promotor de eventos Luiz Armando Silvestre Ramos, para quem trabalhou, pediu que cedesse sua conta bancária para receber uma transferência de R$ 80 mil, provenientes de empresa do interior de São Paulo.

No depoimento à PF, Agnaldo declarou ter recebido de Ramos o restante do dinheiro em espécie, sacado pelo empresário. Ambos, disse, levaram os recursos até São Paulo e os entregaram a Lacerda. A testemunha disse que deu-se conta da identidade do destinatário dos recursos somente após ver imagens de Lacerda na televisão.

Lacerda é o principal suspeito, segundo a PF, de ter levado o R$ 1,75 milhão a emissários petistas, em um hotel da capital paulista, para bancar a compra do dossiê com denúncias contra tucanos.

Justiça
Hoje o ministro da Justiça, Márcio Tomas Bastos, disse que é preciso descobrir exatamente o que significa o depoimento de Agnaldo. "Ele confessou à PF que foi usado como laranja para os R$ 250 mil e que entregou o dinheiro para o Hamilton. O que precisamos agora é comprovar isso com a movimentação de extratos bancários", destacou Bastos.

O ministro salientou que a Polícia Federal está muito empenhada em resolver o caso, que parece ser uma "farsa". A PF tem sido constantemente acusada pela oposição a Lula de estar acobertando o presidente no escândalo do dossiê.
 

Redação Terra