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Santa Catarina
Sexta, 27 de outubro de 2006, 00h21 
SC: comparação de governos predomina no debate
 
Daniel Cardoso
Direto de Florianópolis
 
Jonne Roriz/Agência Estado
Cordialidade antes do início foi esquecida depois no debate
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O único debate do segundo turno entre os candidatos ao governo de Santa Catarina, promovido na noite desta quinta-feira pela RBS TV, manteve a mesma linha da propaganda eleitoral. Como Luiz Henrique da Silveira (PMDB) e Esperidião Amin (PP) já foram governadores, a disputa e os argumentos foram baseados em números e nas realizações de cada um.

Nessa briga de argumentos, cada lado manejava os números a seu favor. Enquanto Amin dizia que o Estado cresceu apenas 1% em 2005, Luiz Henrique afirmava que sua gestão melhorou a renda da população. Enquanto o peemedebista afirmava ter aumentado o salário dos professores e distribuido 450 mil uniformes escolares, o pepista falava que Luiz Henrique não construiu nenhuma escola nem leito hospitalar em Joinville.

Na área da saúde, Amin disse que a situação piorou com a gestão peemedebista. Segundo ele, hoje se espera mais de três anos para fazer um exame de ressonância magnética. Luiz Henrique contestou o rival e listou o número de ambulâncias compradas, a rede de postos de saúde e os 184 leitos criados nos hospitais.

Pelo sorteio, o governador licenciado teve que perguntar ao adversário sobre um dos temas mais polêmicos de sua administração: a agricultura. Amin afirmou que o agronegócio perdeu mais de R$ 1 bilhão nos últimos anos, o que acentuou a migração e o fenômeno da "litoralização". Luiz Henrique rebateu lembrando o resultado das urnas. "Em mais de 200 municípios ganhamos nas eleições. E a maioria deles é rural", disse Luiz Henrique.

A guerra dos números se acentuou no tema das estradas. Enquanto Luiz Henrique listou diversas rodovias pavimentadas, obras concluídas e acessos restaurados, seu adversário afirmou que tudo já havia sido planejado na gestão anterior. "Nós deixamos as obras licitadas e dinheiro em caixa. No nosso governo não iremos fazer pavimentação em trechos pequenos. Mas faremos obras do início ao fim", rebateu Amin.

Os ânimos não se acirram nem mesmo quando o assunto foi a principal denúncia de corrupção do governo de Luiz Henrique: a prisão de Aldo Hey Neto. O ex-consultor da Secretaria da Fazenda foi preso pela Policia Federal com dinheiro vivo em sua residência. Amin pediu explicações e quiz saber para quem era destinada a quantia apreendida. O governador licenciado se defendeu afirmando ter sido exemplar na punição ao ex-consultor.

Em suas considerações finais, Amin reiterou promessas de campanha e pediu votos. Disse que vai acabar com a perseguição política. O pepista exibia um adesivo de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT.

Luiz Henrique agradeceu à população pela votação do primeiro turno e aos militantes da coligação. Ele também pediu votos, disse que seu governo é democrático e mais uma vez bateu na tecla da descentralização. O governador licenciado também trouxe no peito o adesivo de seu aliado na disputa presidencial, o tucano Geraldo Alckmin.
 

Redação Terra