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Quinta, 26 de outubro de 2006, 21h27  Atualizada às 22h08
Três pesquisas sinalizam reeleição de Lula domingo
 
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Dois programas eleitorais gratuitos que restam e um último confronto direto na televisão parecem não ser mais suficientes para tirar a vantagem de mais de 20 pontos que o presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sobre Geraldo Alckmin (PSDB). Três pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta quinta-feira dão como certa a reeleição do presidente no próximo domingo.

A última sondagem a ser divulgada foi do Ibope, indicando uma vantagem de 23 pontos percentuais de Lula sobre Alckmin, considerando as intenções totais de voto. O levantamento mostrou o petista com 58%, ante 35% do tucano. Os brancos e nulos somaram 3% e os indecisos, 4%.

Mais cedo, a sondagem do instituto Sensus, encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), conferiu a Lula uma vantagem de 24 pontos percentuais sobre Alckmin. De acordo com a CNT/Sensus, o presidente tem apoio de 57,5% do eleitorado, enquanto o candidato do PSDB 33,5%, também sob o mesmo critério de totalidade de votos. Os brancos e nulos somaram 3,3% e os indecisos, 5,9%.

A pesquisa do Vox Populi, encomendada pela revista Carta Capital e TV Bandeirantes, mostrou Lula com 20 pontos percentuais a mais do que o tucano, também levando em conta o total de votos. O petista aparece com 57% das intenções totais de voto, enquanto Alckmin recebeu 37%.

Apesar desses resultados adversos, Alckmin acredita que ainda é possível reverter esse quadro até o último minuto da corrida eleitoral. "A eleição é domingo", insiste em afirmar o tucano toda vez que é indagado sobre as desvantagens nas pesquisas. Durante o encerramento da campanha, na quarta-feira à noite em São Paulo, Alckmin não mostrou desânimo com a distância que o separa de seu adversário e disse à militância, no Anhagabaú: "Vamos chegar lá."

Levando em conta apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, a diferença a ser reduzida por Alckmin em apenas três dias é ainda maior.

Na pesquisa do Ibope, o presidente manteve os 62% registrados na semana passada, e o tucano continuou com 38%. A diferença entre um e outro é de 24 pontos percentuais. Pela CNT-Sensus, Lula teria 63,2%, contra 36,8% do candidato do PSDB. Daí que a tarefa tucana seria ainda mais árdua, já que a desvantagem é de mais de 26 pontos. A vantagem apurada pelo Vox Populi pelos mesmos critérios é de 22 pontos percentuais.

Diante desses números, alguns aliados do candidato tucano parecem estar próximos a jogar a toalha. Nos bastidores da campanha, muitos já acreditam que é "praticamente impossível" avançar sobre Lula.

No rádio, nas ruas, na TV e no palanque, Alckmin tem tentado convencer os brasileiros a votar nele e pedir aos seus simpatizantes que convençam pessoas próximas a fazer o mesmo. "Pelo amor de Deus, não deixem o Lula ganhar", pediu o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), no último comício no Anhagabaú.

Já Lula, com os números a seu favor, tem mostrado tranqüilidade e se deu ao luxo de reconhecer que errou, mas, mesmo assim, disse que fez em quatro anos um governo melhor do que o do PSDB, partido de seu adversário, em oito anos. "Humildemente, eu reconheço que nós erramos. Humildemente eu reconheço que nós fizemos coisa errada. Mas humildemente, eu reconheço que, com tudo errado que nós fizemos, este país melhorou de forma extraordinária em comparação com os oito anos do governo deles", disse o petista no ultimo comício em São Paulo.

Com a certeza de que ocupará o Planalto mais quatro anos, Lula já antecipou que buscará um ministério mais ágil e eficiente para, segundo ele, fazer o dobro do que fez nos últimos quatro anos. A margem de erro da pesquisa Ibope é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, a da CNT-Sensus, de 3 pontos e a do Vox Populi, de 2,2 pontos.
 

Reuters

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