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Quinta, 26 de outubro de 2006, 18h41 
PL e Prona oficializam união e apóiam Lula
 
Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
 
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O Partido Liberal (PL) e o Prona, legendas que não superaram a cláusula de barreira, oficializaram nesta quinta-feira a sua fusão, formando o PR (Partido da República), e declararam o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

» PL, Prona e PTdoB se unem em novo partido

Originalmente de direita, o Prona, do deputado Enéas (SP) - deputado mais voltado na última eleição de todo o país - passa agora para a base governista. "Continuamos compondo a base do atual presidente. A tendência, se ele for reeleito, é de manter o acordo. Caso ele não seja reeleito, no entanto, será feita uma avaliação posterior", disse o presidente do novo partido, Sérgio Tamer (coligado do PL há mais de vinte anos).

Apesar da posição da sigla, o deputado Enéas, que assume a vaga de vice-líder, garante que mantém o seu ideal. "A minha postura será a mesma, na defesa da nação. Quando descordar de algo, tenho voz dentro do partido", ressaltou.

Ainda segundo Enéas, um dos principais motivos da fusão foi o maior tempo de TV que o partido terá, em um total de 18 inserções por semestre. Questionado se não estava constrangido de se juntar ao PL, partido com um dos maiores números de parlamentares envolvidos nos esquemas do "mensalão" e dos "sanguessugas", respondeu que não tinha "nada com isso e que os culpados iriam ser punidos".

Sobre uma possível rejeição de seus eleitores pela fusão, Enéas respondeu no tradicional tom agressivo: "Eu não gosto de achar nada. Não suporto este termo, pois quem acha, não sabe nada. Só o tempo vai dizer se o eleitor vai entender ou não."

Já Luciano Castro (PR-RR), membro do mais novo partido, negou que a mudança de nome tenha servido para apagar o passado e esconder envolvimentos de corrupção durante o atual governo.

Nova Composição

O PR irá para a próxima legislatura com 25 deputados federais e três senadores eleitos. O número da sigla é o 22.

Além de PL e Prona, o PTdoB ainda pode ser incorporado. Segundo Tamer, a sigla teve um problema de ordem burocrática, mas ficou de avaliar a possibilidade posteriormente. Já o PSC, que também cogitava a união, negou o convite. Tamer informou que a legenda estava exigindo participação em decisões de diretórios de todos os estados. "Este foi o maior ponto de entrave", salientou.
 

Redação Terra