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Quinta, 26 de outubro de 2006, 15h07 
Depoimento sobre dossiê envolve dono de pousada em MG
 
Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte
 
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Um dos próximos depoimentos que a Polícia Federal deverá ouvir no caso do dossiê será o do terceiro suposto "laranja", Gérson Luiz Cotta, dono de uma pousada em Ouro Preto. Conhecido como Gérson da Pousada, Cotta foi candidato a vereador, em 2003, pela coligação "Muda, Ouro Preto", formada pelo PTB/PFL/PSB/PSC, mas teve apenas 237 votos. Desde o depoimento de uma de suas funcionárias, ele permanece incomunicável. A informação é de que estaria em viagem.

O nome de Cotta surgiu depois de depoimento de uma das integrantes da família supostamente usada como "laranja" para a compra dos dólares que seria utilizado por petistas para adquirir o dossiê contra tucanos. Viviane e a irmã Lidiane, que também é suspeita de ter movimentado os dólares do dossiê, trabalham na pousada Ouro Preto, de propriedade de Cotta.

Na pousada, que fica no bairro Antônio Dias, a atendente de nome Tereza confirmou que Gérson Cotta é o proprietário, mas informou que ele está viajando. O telefone celular dele também não atende. A PF suspeita que o estabelecimento é utilizado para a prática de lavagem de dinheiro.

Em nome de Viviane e da irmã dela, Lidiane Gomes da Silva, há operações nos valores acima de 40 mil dólares. Elas ganham apenas R$ 420 mensais. Na pousada, a informação é de que as duas funcionárias estão afastadas. A atendente não quis revelar o motivo. Viviane e Lidiane têm parentes em Magé, no estado do Rio de Janeiro, cidade na qual outra família também teria sido utilizada como "laranja" para transações comerciais da Vicatur.

Nesta quarta-feira, Viviane admitiu, em depoimento à PF, que emprestou o CPF para que outros parentes comprassem US$ 44,3 mil na agência Vicatur, de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Viviane Gomes da Silva foi ouvida pela PF em Ouro Preto, a 100 km de Belo Horizonte. Ela disse que recebeu uma comissão para atuar como "laranja".
 

Redação Terra