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A fusão do Partido Verde com o Partido Social Cristão, como forma de fugir das privações impostas para as siglas que não conseguiram atingir a cláusula de barreira em 1º de outubro, foi aprovada pelo deputado estadual reeleito e presidente do diretório do PSC no município sergipano de Lagarto, Valmir Monteiro. Presente à reunião ontem em Brasília que discutiu a fusão, ele avalia que o novo partido, o PVSC, nasce forte e coeso ideologicamente. "Teremos uma bancada de 22 parlamentares na Câmara Federal que terá uma postura independente. Nossa proposta é a de fazer uma oposição responsável àquilo que for considerado prejudicial à população, mas apoiaremos as iniciativas do Governo Federal avaliadas como positivas para o País", revela Monteiro.
» PV e PSC assinam protocolo de intenções para fusão
O deputado acredita que não haverá problemas em Sergipe em conseqüência da fusão partidária. No Estado, o PSC ¿ que teve um dos melhores desempenhos no País, ao eleger seis estaduais e o federal mais votado da história de Sergipe - tem como presidente o médico Eduardo Amorim, eleito para a Câmara. Já o PV é dirigido pelo ex-prefeito de São Cristóvão e deputado estadual eleito, Armando Batalha. Ambos participaram da coligação que apoiou a reeleição do governador João Alves Filho (PFL), derrotado em primeiro turno pelo petista Marcelo Déda.
"Não vejo nenhum problema, até porque estamos no mesmo bloco em Sergipe e há maturidade suficiente dos dirigentes dos dois partidos para a composição dos diretórios municipais e do estadual sem uma disputa que não seja saudável dentro do processo democrático", avalia. De acordo com Valmir Monteiro, o comando do novo partido no Estado ficará com o PSC, que tem a maior bancada.
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