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Piauí
Quinta, 26 de outubro de 2006, 08h52  Atualizada às 08h50
PT do Piauí vai brigar por Ministério
 
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Se for confirmada a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como apontam as pesquisas eleitorais, o Partido dos Trabalhadores do Piauí vai reivindicar uma maior participação no governo Lula, podendo brigar até mesmo por uma indicação no Ministério. Ontem, o secretário estadual de governo, Merlong Solano, disse que o Piauí e o Nordeste estão com "cacife político" para uma efetiva participação no governo federal, após o resultado das eleições. Com a ampliação do número de governadores eleitos pelo PT, Wellington Dias (PI), Marcelo Deda (Sergipe) e Jackson Wagner (BA), existe uma disputa no partido de descentralizar o poder para o Nordeste e reduzir a participação dos paulistas. A ala defende que Lula deve ouvir mais o "PT que deu certo" do que o grupo paulista.

"A votação do Lula no Nordeste o credencia a ter uma participação maior no governo federal e a tendência é que ele seja reeleito por conta dos votos da região. Na eleição passada, o PT no Nordeste só elegeu um governador, agora conseguiu eleger três", afirmou Merlong Solano. Segundo ele, dos nove Estados no Nordeste, o PT e ao partidos aliados devem eleger sete governadores. "É possível o Piauí pensar em indicar um ministério, e existem vários nomes no PT e nos partidos aliados, como Antonio José Medeiros, Osmar Júnior, Nazareno Fonteles e Marcelo Castro", ressaltou Merlong Solano.

"Para nós é importante ter a presença de piauienses em cargos no primeiro escalão do governo Lula, porém é fundamental a presença do governo federal no Estado do Piauí", ressaltou. No atual governo, o Piauí indicou o presidente da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba) e cargos na direção dos Correios.

Merlong Solano ressaltou que o governador só vai tratar sobre a composição do governo e a participação do Piauí no governo federal após o segundo turno das eleições. "O governador só irá tratar sobre composição de governo após o processo eleitoral. Ele deve descansar alguns dias e, logo em seguida, retoma as atividades normais e paralelamente reabre as conversações com os partidos aliados e define os critérios para o novo governo", firmou Merlong Solano.
 

Agência Nordeste

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