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O Palácio do Planalto respira um clima de vitória antecipada. Com vantagem de cerca de 20 pontos percentuais de vantagem sobre seu adversário nas pesquisas de intenção de voto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sente-se confortável para esquecer o fantasma da batalha jurídica prometida pela oposição e já projeta uma agenda para o segundo mandato.
O ministro da Relações Institucionais, Tarso Genro, disse ontem que Lula pretende se reunir com dirigentes de partidos que apoiaram sua campanha à reeleição na próxima semana, para definir um programa mínimo de governo e iniciar as negociações sobre a composição do novo ministério. "Se for ele o vencedor, na próxima semana, o presidente já inicia um conjunto de contatos políticos com os partidos e a partir daí começa a pensar o ministério", disse Genro.
O ministro antecipou que as mudanças na Esplanada podem vir antes de 2007. O PMDB, hoje aliado mais forte do governo, será tratado com deferência especial. Uma comissão de peemedebistas será ouvida por Lula na negociação sobre distribuição dos ministérios na nova gestão.
A idéia, de acordo com o ministro, é buscar apoio para agilizar uma agenda mínima de governo voltada para possibilitar o crescimento da economia de, no mínimo, 5% já a partir do primeiro ano do novo governo.
"É inaceitável um crescimento inferior a esse patamar. Medidas que possibilitem isso terão que ser tomadas, mas esse percentual já é uma decisão consolidada", enfatizou.
O temido "terceiro turno", prometido por setores da oposição, parece uma preocupação distante do ministro. Tarso credita a movimentação em torno da prevista batalha judicial para depois do dia 29 a uma "minoria com viés autoritário, que não quer reconhecer resultados eleitorais". O otimismo se estende à Polícia Federal. A PF apura se o dinheiro usado na tentativa de compra do dossiê por petistas saiu do caixa da campanha de Lula.
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