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Quarta, 25 de outubro de 2006, 09h06 
Lula diz que não vai mais se comparar a FHC
 
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, em entrevista à Rádio Gaúcha, disse que vai parar de comparar o seu governo com o do ex-presidente da República e atual presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso. A justificativa seria que o mandato petista já "bateu nele (FHC)" o suficiente e que agora só pode ser comparado a ele mesmo (Lula). O presidente elogiou ainda o desempenho da senadora Ideli Salvatti (PT-SC), uma das maiores defensoras do presidente em Brasília.

Lula defendeu que o Brasil precisa fazer um acordo justo com a Bolívia, sabendo valorizar o País de Evo Morales. Segundo Lula, se a negociação fosse com os Estados Unidos, as pessoas estariam apoiando o processo, por se tratar de um "nação importante". O presidente falou ainda sobre estradas e apoios.

Parceirias sul americanas
Para ele, o Brasil deve trabalhar para ser "dono de seu próprio nariz" na questão energética. O presidente e candidato afirmou que no Brasil, quando se trata de diplomacia com os Países da América Latina, há um exagero. "Dizem que tem uma crise quando na verdade há uma divergência", se referindo às disputas envolvendo o gás natural entre a Petrobras e o governo da Bolívia. Lula defendeu a possibilidade de negociação com o presidente Evo Morales e disse que não "se pode sufocar o seu parceiro". Além disso, o presidente argumentou que " eles (os bolivianos) são pobres e que o gás é a única riqueza deles".

Segundo Lula, o Brasil tem interesse no crescimento de sua indústria em sintonia com o crescimento das indústrias da Argentina, da Bolívia e do Uruguai. Quanto à criação da Área de Livre das Américas (Alca), Lula disse que não passou de uma "peça de ficção" e nem mesmo os Estados Unidos estariam mais interessados.

PMDB
Lula criticou o PMDB, afirmando que o partido precisa "passar por uma reciclagem" e consolidar uma liderança nacional. "Precisam se fortalecer do ponto de vista nacional. É preciso que o PMDB tenha uma direção com uma cara mais nacional que, desde o Ulisses Guimarães, deixou de ter e virou um partido regional", disse Lula.

BR 101
O candidato disse que a obra da BR 101, por ser estrada de exportação do Mercosul, deve alavancar o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Lula afirmou que esse projeto é antigo. "Quando eu fui a Osório (RS), os trabalhadores me mostraram um documento em que Fernando Henrique Cardoso se comprometia com o projeto, mas virou as costas", conta. Para o petista, a estrada é como "uma artéria principal desse corpo humano chamado Brasil e é por ela que traremos milhões de turistas com segurança".

RS e SC
Conforme as declarações do presidenciável, o pouco investimento nos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul nos últimos quatro anos foram exclusivamente do governo federal, pelo fato das regiões enfrentarem dificuldades financeiras. Por isso, Lula disse que foi montado um grupo para discutir a dívida dos gaúchos. "O Rio Grande do Sul tem um problema sério, é um Estado em que a folha de pagamento dos inativos é maior do que a de ativos. Contudo, está pronto, com nível cultural acima da média", assumiu. Lula ainda atribui a crise da agricultura a causas naturais e considerou que os dois anos de crise já passaram. Além disso, defendeu a ministra Dilma Rousseff por demonstrar preocupação com os setores que têm problemas.

Olívio Dutra
No último comício que participou no Rio Grande do Sul, na semana passada, garantiu que se o candidato ao governo do Estado Olívio Dutra (PT) vencer as eleições de segundo turno, a sintonia entre os governos federal e estadual fará com que o desenvolvimento aconteça. Admitiu, no entanto, que, como presidente da República, deve trabalhar "olhando para a cara do povo e não para a cara do governador".

Aftosa
O presidente afirmou que quer transformar o Brasil em exportador de carne. Para isso, acredita que o País tem que melhorar a qualidade da carne.

Ministros
Os ministérios serão indicados de acordo com a composição política. Lula pretende, a partir deles, deixar o governo mais eficaz. No entanto, o presidente evitou falar em nomes da nova equipe para o provável segundo mandato porque "ainda não ganhei as eleições".
 

Redação Terra