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Com o anúncio de neutralidade do PDT Nacional nas eleições presidenciais, o governador alagoano Luis Abílio (PDT) confirmou apoio ao presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB). Abílio segue orientação do PDT de Alagoas, que apóia o ex-governador paulista nas eleições.
"Sou um homem de partido, por isso apóio Alckmin. Eu pessoalmente acredito que com um governador do PSDB e um presidente do PSDB, Alagoas terá mais voz em Brasília, apesar de não acreditar que o presidente Lula, se ganhar, vá retaliar Alagoas", explicou Abílio. Ele se referiu ao novo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), que apóia Alckmin.
Apesar de não admitir isso, o apoio do governador a Alckmin é encarado como uma resposta do Governo ao Tesouro Federal. Alagoas tem uma dívida de R$ 5,8 bilhões e remete ao Tesouro 15% de sua receita para pagamento desta dívida. "Não encontramos isso, nós herdamos esta situação. Uma revisão no pacto federativo pode ajudar muito o nosso Estado", declarou o governador. Uma liminar, conseguida no Supremo Tribunal Federal, baixou o comprometimento para 11%. Ano passado, a dívida pública alagoana gerou uma disputa jurídica entre a União e o Governo alagoano.
Há duas semanas, Alckmin esteve em Alagoas e foi cortejado pelo PDT local, que participou da caminhada com o presidenciável, sem o governador Abílio. Em Maceió, o ex-governador paulista prometeu construir um hospital com a venda do Aerolula, o avião presidencial. O governador alagoano não gostou da promessa: "A União não precisa vender nada para ajudar os estados", analisou o chefe do Executivo.
O comitê pró-Alckmin em Alagoas ainda não definiu qual será a função de Abílio na campanha.
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