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A Igreja Católica nunca foi afeita à participação do seu rebanho em postos políticos. O padre de Delmiro Gouveia, no sertão alagoano, perdeu a eleição para deputado estadual e também a paróquia de Nossa Senhora do Rosário, no município onde fez carreira eclesiástica e política durante os últimos 20 anos. Padre Eraldo, embora não comente, não aceitou bem a mudança promovida pela Diocese da cidade de Palmeira dos Índios. A transferência foi divulgada ontem.
O bispo diocesano de Palmeira dos Índios, Dom Dulcênio Fontes Matos, avisou aos padres da sua Diocese, que tem gerência sobre 38 cidades do médio e do alto sertão do Estado, que faria remanejamentos assim que tomasse posse, no dia 10 de setembro. Dom Dulcênio deixou a função de bispo-auxiliar de Aracaju, para assumir a Diocese de Palmeira dos Índios.
Embora o padre-candidato não fale publicamente sobre o seu descontentamento, seus fiéis se encarregaram de transmiti-lo ao bispo. Eles elaboraram um abaixo-assinado pedindo a permanência de Padre Eraldo em Delmiro Gouveia. O bispo ainda não se pronunciou sobre o pedido, mas já avisou que não aceita manifestações pela permanência de nenhum padre cujo nome consta na relação de remanejamento.
O bispo considera normal remanejar o padre após seis anos na paróquia. "O padre Eraldo está há mais de vinte anos em Delmiro Gouveia", conclui. Padre Eraldo vai passar a coordenar a igreja da cidade de Poço das Trincheiras.
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