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O governador eleito da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse esperar que a transição do governo pefelista, do governador Paulo Souto, para o do PT, que passará a exercer a partir de janeiro, transcorra em clima de tranqüilidade.
Wagner declarou que "pede a Deus que tanto ele, quanto Souto, possam inaugurar um novo tempo na Bahia". "Creio que se fizermos uma transição tranqüila, serena, madura, sem esconder dados e principalmente deixando de lado a cultura de querer destruir o que foi feito pelo adversário, todos sairão ganhando", disse, ao ser indagado sobre uma suposta operação que estaria sendo tocada nos bastidores da atual administração para esconder eventuais irregularidades.
De acordo com Wagner, as coisas bem feitas serão aplaudidas e mantidas. O que precisar ser melhorado, será, e somente o que não estiver de acordo com a concepção da coligação vai ser destituído. No entanto, o governador eleito deixou claro que não passa pela sua cabeça acobertar qualquer desvio ou conduta equivocada em relação ao dinheiro público. "O que não há nesse momento de transição é o espírito de retaliação. Não entro com a idéia de descalçar tudo que foi feito pelo PFL. Isso seria uma insanidade e um grande prejuízo para a Bahia, mas não irei fechar os olhos para qualquer denúncia do meu ou do atual governo", enfatizou Jaques Wagner, ressaltando que considera os governos de oposição a alma da democracia, que devem conviver minimamente dentro de padrões democráticos, o que não tem acontecido.
Com relação aos cargos comissionados criticados pelo PT, ele disse que ainda não pode afirmar se vai diminuir ou não o quadro, mas se for seguir seu senso, a prioridade é pela contratação da grande maioria dos funcionários concursados.
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