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Quarta, 18 de outubro de 2006, 21h31  Atualizada às 21h29
Aécio diz que Alckmin disputa eleição contra "mito"
 
Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte
 
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O governador reeleito de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) afirmou, em entrevista concedida nesta quarta-feira à Rádio BandNews FM, que o colega de partido Geraldo Alckmin disputa a eleição não contra um candidato, mas contra um "mito". Ele afirmou que está surpreso com a ampliação da vantagem do presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Alckmin, como apontaram as últimas pesquisas.

» Datafolha: Lula atinge 60% dos votos válidos

"É muito difícil você disputar a eleição não contra um candidato, mas contra um mito. O presidente Lula tem uma história de vida pública que cala fundo no sentimento de muitos brasileiros", afirmou Aécio.

"Acho que é a força dessa sua história o instrumento mais vigoroso para que ele esteja hoje, apesar de todas as denúncias, apesar da imensa fragilidade administrativa do seu governo, apresentando condições de vitória", reiterou.

Ânimo
Aécio afirmou que, apesar dos números dizerem o contrário, não é momento ainda para o PSDB jogar a toalha. "É hora de ter ânimo, o candidato Geraldo Alckmin está viajando o País, tem defendido com muita firmeza suas propostas e nós esperamos que ainda possamos chegar no outro final de semana com uma curva inversa à de crescimento do presidente Lula".

O governador reeleito disse acreditar na vitória de Alckmin, mas admitiu que "se isso não ocorrer, temos todos que pensar que existe um País em construção".

De toda forma, Aécio afirma que "o governo não fez bem ao PT", pois o partido teria mostrado "despreparo" para a situação.

"O PT é um partido que teve um papel político muito importante para a democracia brasileira, mas mostrou um grande despreparo e eu acho que a melhor forma do PT contribuir para o país é voltar para a oposição", disse.

Debate ético
Questionado sobre o fato do ministro das Relações Institucionais Tarso Genro (PT) ter dito que a sociedade brasileira está cansada do debate sobre ética, o tucano disse que foi uma declaração "extremamente infeliz" e "distante do sentimento dos brasileiros".

Para o governador, a reeleição de Lula "não pode sepultar o debate sobre a ética, até porque, se isso ocorresse, significaria dizer que todos aqueles que cometeram essa avalanche de irregularidades em cargos públicos estariam absolvidos e quem sabe estimulados a continuar praticando esses crimes", concluiu Aécio Neves.
 

Redação Terra