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"Quero um Estado enxuto e eficiente. Na hora certa a população saberá como vai funcionar a máquina estatal no meu governo". A afirmação foi feita ontem pelo governador eleito de Sergipe, Marcelo Déda (PT), ao ser questionado sobre a redução do número de cargos comissionados, inclusive as secretarias. "A redução de cargos comissionados será definida a partir do diagnóstico que tivermos da equipe de transição", esclareceu, segundo o Jornal da Cidade.
Ele lembrou que solicitou uma audiência ao governador João Alves Filho (PFL) para lhe apresentar a sua equipe de transição e acredita que esse encontro pode acontecer ainda no decorrer desta semana. "O núcleo que comandará o processo já está trabalhando e é bom que seja apresentado oficialmente ao governador para que os dois segmentos - o do governo atual e do futuro governo - se encontrem e discutam a situação do Estado", comentou.
Marcelo Déda esclareceu ainda que o processo de transição não é um partido político, mas sim um levantamento de informações para possibilitar um diagnóstico e apontar propostas a partir das condições reais detectadas. "Não haverá denuncismo ou revanchismo, até porque a equipe de transição não está autorizada a falar sobre a atividade que realizará. Caberá a esse núcleo apenas - repito - levantar as informações, fazer o diagnóstico e apontar as propostas. O discurso político será, se houver, do governador", explicou.
Déda, que se encontra no Rio de Janeiro e ainda hoje deve retornar a Aracaju, afirmou que ainda não fez qualquer convite a pessoas para ocupar cargos comissionados no governo que começa em 1º de janeiro de 2007. Ele afirmou que tem tempo suficiente até dezembro para definir quem atuará como seus auxiliares diretos. "O que deve existir é uma onda de boatos, coisa comum em processos de transições de governos", concluiu.
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