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Depois de empossado pela terceira vez na presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Bahia, dessa vez como presidente em exercício, o desembargador Carlos Alberto Dultra Cintra embarcou hoje para Brasília para receber orientação dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre como proceder à frente do órgão.
Cintra foi afastado da função em agosto por determinação do TSE, que concedeu uma liminar contra a sua reeleição, ocorrida em julho. O desembargador está preocupado com a sua situação. O Supremo tinha permitido que ele integrasse o TRE apenas na condição de vice. Ele voltou agora ao comando da Corte em razão da aposentadoria da desembargadora Ruth Pondé, ocorrida esta semana.
Pondé respondia interinamente pela presidência do TRE. O desembargador disse não ter dúvida de que será mantido momentaneamente no cargo, devido à realização do segundo turno das eleições presidenciais, cujo dia se aproxima. Cintra informou ainda que encaminhará hoje ofício comunicando ao Tribunal de Justiça do Estado a existência da vaga, abrindo o processo de eleição que escolherá o novo desembargador para compor o quadro do TRE e que estará assumindo a presidência da Corte interinamente.
O desembargador admite que não se trata de recondução, mas sim de uma substituição emergencial. "Não queremos que haja qualquer dúvida sobre a condução da presidência do TRE baiano. Por isso vamos a Brasília buscar orientação do ministro Marco Aurélio de Mello (presidente do TSE) e dos ministros do Supremo", disse, antes de embarcar.
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