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O vice-governador eleito para o governo do Distrito Federal, senador Paulo Octávio, responsável pela coordenação da equipe de transição do governo, se mostrou preocupado com o possível endividamento dos cofres públicos. Segundo o político, a subsecretária de Finanças, Aparecida Ramos de Carvalho, disse que o governo estaria com um déficit público acumulado até agosto, de R$ 173 milhões. O secretário de Fazenda, Valdivino de Oliveira, discorda e garante que não ficarão dívidas para o próximo governo.
Em notícia publicada no Jornal de Brasília, o senador diz que essa questão pode ser "consertada" e que isso depende apenas de ajustes que o próprio governo deve fazer. "É uma preocupação que precisa ser tratada com muita atenção porque, se as contas não fecharem, teremos problemas com a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano que vem".
De acordo com o jornal, o secretário de Fazenda acha a preocupação desnecessária por se tratar de um déficit "muito mais conceitual do que real". "Fechamos o primeiro semestre com superávit. O que existe é uma diferença entre o volume de cotas liberadas e receitas contabilizadas", declarou Oliveira.
Valdivino explicou ainda que essa diferença ocorre por a despesa ser liberada previamente porque é contabilizada pelo regime de competência (tudo que será pago pelo governo tem de ser contabilizado no primeiro dia do mês) e a receita pelo regime de caixa (os recursos são contabilizados até 15 dias depois de efetivamente ingressar no caixa do governo). "Na hora que fechamos o balanço, essa diferença desaparece. É um déficit transitório".
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