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A decisão do PDT de se manter neutro nesse segundo turno das eleições presidenciais foi providencial para o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, e para o pai dele, o senador eleito João Durval. Pedetistas antigos, eles, no entanto, têm mantido no Estado uma aliança informal com o PT, desde o primeiro turno, desrespeitando as orientações partidárias. Apoiaram Jaques Wagner (PT) para o governo Estadual, assim como a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ontem, durante encontro com Lula na Base Aérea de Brasília, João Henrique reafirmou o seu compromisso com a campanha petista.
Hoje, os deputados estaduais eleitos pelo PDT, pelo PSC e pelo PRTB, siglas que se coligaram nas eleições proporcionais, reúnem-se na Assembléia Legislativa para oficializar o apoio ao governador eleito Jaques Wagner e definir a formação de um bloco na casa, visando a reivindicação de cadeiras na Mesa Diretora e nas comissões técnicas, entre outros privilégios.
Os representantes do PDT na Assembléia já avisaram que o apoio a Wagner os credencia a reivindicar cargos no primeiro escalão do futuro governo do Estado."Espero que possamos colaborar para a formação do secretariado porque contribuímos para a vitória de Wagner", disse o deputado estadual reeleito Roberto Carlos (PDT), que deverá ser o líder do bloco formado pelos três partidos.
Ele lembrou que o PDT, mesmo contrariando o presidente estadual da sigla, o deputado federal Severiano Alves, retirou a candidatura de João Durval ao governo, lançando-o ao Senado, para favorecer Jaques Wagner.
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