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Terça, 17 de outubro de 2006, 02h13  Atualizada às 13h54
Petista perde dedo em briga no Rio de Janeiro
 
O Dia
Simpatizante de Lula perdeu parte do dedo após discussão
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O maior confronto eleitoral que o País já assistiu foi em 1989, quando Collor e Lula foram para o 2º turno. Hostilidades nas ruas surgiam de parte a parte, mas nada parecido com o que ocorreu na madrugada de segunda-feira, no bar Jobi, no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro, um dos redutos da boemia carioca. Um bate-boca entre lulistas e alckmistas acabou com uma mulher perdendo parte de um dedo, vítima de uma mordida dada por outra mulher, que ficou com o rosto marcado por unhadas.

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Não se sabe ainda quem provocou o conflito, até mesmo porque a mulher que levou as unhadas, a jornalista Ana Cristina de Castro, 39 anos, foi dar queixa na 14ª DP e se declarou vítima. Já a que perdeu parte do anelar esquerdo foi para o hospital, levando a parte amputada dentro de um saco de gelo: ao Cardiotrauma de Ipanema e, depois ao São Lucas, em Copacabana.

A confusão começou por volta de uma e meia da madrugada quando dois casais chegaram ao Jobi vestidos com a camiseta 'Lula Sim'. Sentaram-se do lado de fora e cantaram jingles da campanha. De dentro do bar, surgiram vaias e xingamentos de "mensaleiros, ladrões e corruptos".

Até que uma das lulistas, a publicitária Danielle Tristão, 38 anos, foi ao banheiro e recusou um panfleto pró-Alckmin. Aí começou o bate-boca. Uma terceira pessoa resolveu tirar o boné da petista, deixando-a ainda mais irritada. Danielle foi levada para fora pelo marido, Juarez Brito e, segundo ele, foi aí que duas mulheres começaram a agredi-la. Ana Cristina tem outra versão: diz que foi atrás de Danielle pois ela lhe deu um tapa. E a mordida foi para se defender das unhadas que recebia. O pequeno tamanho das veias impediu o reimplante do dedo. Um cirurgião disse não ter visto cena parecida com humanos: "Só mesmo com pitbull, já que parte do osso foi retirada".


 

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