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Segunda, 16 de outubro de 2006, 13h27  Atualizada às 17h48
Para Biscaia, origem de dinheiro do dossiê é criminosa
 
Juliana Michaela
Direto de Cuiabá
 
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O presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), chegou por volta do meio-dia a Cuiabá, onde vai se reunir com o juiz federal Jefferson Schneider, responsável pelo caso do dossiê que ligaria tucanos à máfia das ambulâncias. Biscaia afirmou que a origem do dinheiro é ilícita porque não há registro de retirada de dinheiro de forma legal. "A origem do dinheiro é criminosa, sem dúvida nenhuma. Agora dizer que é desta ou daquela origem é prematuro ou leviano".

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Uma parte do saque dos dólares teria acontecido em bancos do exterior, de forma parcelada, segundo Biscaia. Biscaia também foi buscar documentos referentes às investigações com a Polícia Federal de Mato Grosso.

Ele chegou e foi direto para a Polícia Federal para conversar com o superintendente da Polícia Federal Daniel Lorenz e com o delegado da PF Diógenes Curado, responsável pelas investigações do caso.

Depoimento
O depoimento do empresário Abel Pereira, envolvido no caso, foi transferido para quinta-feira.

A polícia já teve acesso, por determinação judicial, aos cadastros de 750 números telefônicos que receberam ligações de Expedito Veloso, Gedimar Passos, Hamilton Lacerda, Jorge Lorenzetti, Osvaldo Bargas e Valdebran Padilha, os petistas acusados de negociar a compra do dossiê contra tucanos. Entre esses números, estariam telefones de órgãos públicos. A Justiça Federal já determinou que os órgãos identificados indiquem os responsáveis e usuários das linhas.

Ao ser questionado sobre o nome de Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no envolvimento com a compra do dossiê, Biscaia disse que não possui nenhum informação sobre isso e que a Polícia Federal está fazendo cruzamento de diversas ligações telefônicas.

Sanguessugas
O presidente da CPI dos Sanguessugas disse hoje, ao sair da Justiça Federal, que os inquéritos da comissão estão em andamento e que, no Mato Grosso, 57 prefeituras estão envolvidas com a máfia das sanguessugas. Segundo ele, a CPI está em uma segunda fase e que, a partir de agora, ele espera avançar as invetigações no âmbito municipal. Segundo Biscaia, pelos últimos acontecimentos, como a divulgação do dossiê contra tucanos, está difícil avançar na foco da CPI das sanguessugas - investigar a venda superfaturada de ambulâncias.

Biscaia disse que os processos dos parlamentares que estão sendo processados e que foram reeleitos serão encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF). E os que estão no Supremo e não foram reeleitos, voltarão para a Justiça Federal de Cuiabá.

"O número dos que serão julgados pela Justiça de Cuiabá será muito maior do que pelo Supremo", disse Biscaia. No entanto, ele não soube especificar quantos serão processados por participação na máfia dos sanguessugas. Biscaia informou que dos 69 deputados federais que estão sendo investigados pelo envolvimento na máfia dos sanguessugas apenas cinco foram reeleitos.


 

Redação Terra