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Domingo, 15 de outubro de 2006, 17h15  Atualizada às 17h17
Pesquisa Informa/RJ: Lula e Cabral lideram disputa
 
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A aliança entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Sérgio Cabral (PMDB) pode render a ambos uma boa vantagem no segundo turno das eleições no Rio de Janeiro. Lula obteve 58% das intenções de votos no Estado na pesquisa do Instituto Informa encomendada pelo jornal O Dia. Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 32% na mesma sondagem. Brancos e nulos somaram 7%; indecisos, 3%. Na disputa estadual, Cabral lidera com 54% dos votos válidos, contra 33% de Denise Frossard (PPS). Dos entrevistados, 7% anulariam o voto e 6% estão indecisos. A pesquisa foi feita entre terça e quinta-feira, com 2.040 entrevistados em 42 municípios do Rio de Janeiro. A margem de erro é de 2,17 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no TRE-RJ com o número 74.954/2006 e no TSE com o número 21.916/2006.

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Os prognósticos para o segundo turno mostram que Lula mantém ampla vantagem. O petista tem hoje 65% dos votos válidos, contra 35% de Alckmin.

Na disputa à Presidência, Lula obteve no Estado, no primeiro turno, desempenho ligeiramente superior a seu resultado nacional. No dia 1º, conquistou 49,2% dos votos fluminenses e 48,6% dos nacionais. A diferença de Alckmin foi maior. No Rio, teve 28,9% dos votos, desempenho abaixo de seu percentual no País, de 41,6%.

Na disputa ao governo do Estado, o senador Cabral tem 62% dos votos válidos, contra 38% da deputada Denise Frossard (PPS). Nas urnas, Cabral obteve no primeiro turno 41,4% dos votos, contra 23,8% de Frossard.

Alckmin e Cabral são os maiores herdeiros de votos
A nova pesquisa revela que, até agora, os grandes beneficiados no Estado com os votos dos derrotados no primeiro turno são o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, e o líder na disputa ao governo do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB).

De acordo com a sondagem, 45% dos eleitores da candidata derrotada do Psol à Presidência, Heloísa Helena, preferem votar em Alckmin neste segundo turno, contra 36% que optam pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Seis por cento dos que disseram ter votado em Heloísa no primeiro turno ainda estão indecisos, e 13% preferem anular o voto.

Os eleitores que votaram em Cristovam Buarque - candidato derrotado do PDT à Presidência - no primeiro turno estão divididos. Nesse grupo, Lula fica com 35%, mesmo percentual de Alckmin. Os eleitores do pedetista têm maior intenção de anular o voto e estão mais indecisos que os de Heloísa. Dezoito por cento deles dizem que não votarão em nenhum candidato que restou, e 12% ainda não decidiram.

Na disputa estadual, o senador Sérgio Cabral é o principal beneficiário com os votos do terceiro e do quarto colocados no primeiro turno, Marcelo Crivella (PRB) e Vladimir Palmeira (PT). A deputada Denise Frossard (PPS) só é a preferida dos eleitores do tucano Eduardo Paes, que ficou na quinta colocação na corrida estadual.

A vantagem de Cabral pode ser resultado dos apoios declarados que conseguiu de Lula e do próprio Crivella. Na última pesquisa Informa do primeiro turno, publicada em 1º de outubro, o quadro era inverso: os eleitores do bispo e de Vladimir preferiam Frossard.

Há duas semanas, 27% dos entrevistados que declaravam preferir Crivella diziam ter intenção de votar em Cabral no segundo turno. Agora, esse índice disparou para 51%. Em contrapartida, os que diziam optar por Frossard no segundo turno caíram de 35% para 27%. Hoje, 12% dos eleitores de Crivella querem anular, e 10% estão indecisos.

Dos que votariam em Vladimir no primeiro turno, 23% preferiam o peemedebista no segundo. Agora, são 51%. Já Frossard, que contava com a preferência de 47% dos eleitores do petista, teria atualmente 27%. Doze por cento dos eleitores de Vladimir pretendem anular, e 10% estão indecisos.

Os eleitores de Paes foram os únicos que aumentaram a preferência por Frossard. Hoje, 61% dizem estar com a deputada, contra 29% de Cabral. Há 15 dias, eram 49% a 32%. Dez por cento dos que votaram no tucano pretendem anular. Os indecisos não chegam a 1%.

Cruzamento do eleitorado
As alianças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o senador Sérgio Cabral (PMDB) e do candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, com a deputada Denise Frossard (PPS) parecem ter dado certo.

A pesquisa mostra que a maioria dos eleitores fluminenses deve optar pelas dobradinhas, ou seja, seguir as alianças dos candidatos a presidente e a governador.

Dos eleitores de Cabral ao governo, 71% querem votar em Lula para presidente, contra apenas 25% que optam por Alckmin; 2% estão indecisos quanto à eleição presidencial, e 2% devem anular esse voto.

Dos eleitores de Frossard, 50% optam por Geraldo Alckmin para presidente, contra 43% que preferem o presidente Lula; 5% querem anular o voto para a Presidência; e 2% estão indecisos.

Já entre os eleitores que pretendem votar em Lula, 67% querem dar o voto para o governo a Sérgio Cabral; 24% preferem Frossard; 4% devem anular o voto para governador; e 5% ainda estão indecisos.

No caso dos eleitores de Alckmin acontece o inverso: 51% optam por Frossard para o governo, contra 43% que preferem Cabral; 3% querem anular o voto ao governo; e 3% estão indecisos.

Menor aceitação a Alckmin e Frossard
Além de estar atrás nas intenções de voto, o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, e a do PPS ao governo, Denise Frossard, têm mais um motivo de preocupação. A rejeição deles no Estado é muito maior que a de seus adversários.

A pesquisa perguntou aos eleitores ¿qual a chance de votar¿ em cada candidato. Quando a pergunta é feita em relação a Alckmin, 61% disseram que não vão votar nele, contra 30% que certamente votarão e 8% dos que provavelmente votarão.

Já em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 37% disseram que não vão votar nele, enquanto 54% confirmaram que certamente votarão no petista e 7% que provavelmente votarão.

No quadro estadual, quando indagados sobre a possibilidade de escolherem Denise Frossard, 57% dos eleitores disseram que não votarão nela, 30% que certamente votarão e 10% que provavelmente votarão. Já quando a mesma pergunta é feita em relação a Sérgio Cabral, 36% dizem que não votarão nele, 52% que certamente votarão e 10% que provavelmente o escolherão para governar o Estado.


 

O Dia

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